15 de jun. de 2011

Quem inventou o Amor?

Quem inventou o amor?
O sentimento que foge, arrebatador
O que não tem medos e nem pudor
O que incendeia o coração
O que cala a voz da razão
Quem inventou o amor?
A alma dilacerada, fraca, inconstante
O olhar que você queria tão perto... cada vez mais distante
Os dedos gélidos traduzem em palavras, o que a voz não ousa dizer
Uma noite em claro, outro amanhecer
Quem inventou o amor?
Era tudo tão perfeito, um mundo apenas, você e eu
Me explica então o que foi que aconteceu
Para essa tristeza, não mais me abandonar
Para você destruir tão facilmente o coração que era seu lar
Quem inventou o amor?
Consumido pelo ciúme, vencido pela obsessão
Controlando cada passo meu, trancafiando-me em uma prisão
Já não era mais importante o carinho que o tempo todo eu te dava
Para você apenas uma traidora que o abandonava
Quem inventou o amor?
Sem manuais de instruções
Tão cheio de medos e frustrações
Mesmo deixando ele sempre vencer
Ele ainda me fazia perder
Quem inventou o amor?
Conta pra mim, quem foi essa pessoa?
Nos torna egoístas, nossa alma magoa
Apresenta a beleza, oculta o sofrimento
Faz sonhar em um, e nos mata de saudades em outro momento
Quem inventou o amor?
Os deuses jogam dados, nossas vidas, a aposta
Tantas perguntas silenciosas e nenhuma resposta
Como a doçura pode virar o rancor?
Como tanta felicidade pode se converter em apenas dor?
Afinal de contas,
QUEM INVENTOU O AMOR?

Kelly Christine

13 de jun. de 2011

Além do Espelho...

Nem a poesia me consola hoje. Por que tão abalada? Por que tão triste?
Tão cansada de acreditar que as coisas podem ser melhores. Essa fase ruim, já perdura a mais de 30 anos. Talvez esteja na hora de mudar de vida. Talvez? Certeza que sim. Porém como mudar de vida se tudo conspira contra você, até mesmo os seus sonhos?
Eu nunca tive muitos amigos. Da infância a fase adulta, eles sempre me rendiam a quantidade de dedos de uma única mão. Confiava neles, mas nunca foi recíproco na sua integralidade. Sempre sozinha, sempre triste.
É difícil você olhar para os lados e vê que não há ninguém, alem de você mesmo para contar. É difícil você sentir as lágrimas escorrerem pelo rosto, e ninguém ampará-las, você ter tanta coisa dolorosa no peito e não ter com quem dividir essa dor, ter tantos problemas e não ter para quem pedir ajuda. Dor da solidão sem fim.
Aí o destino te trás uma pessoa. Você a trata com carinho, confia os seus problemas, seus medos, suas frustrações a ela. Finalmente alguém para desabafar, contar, rir, chorar se for preciso. Uma série de problemas resolvidos com uma só pessoa. Que grande alívio. Você já não se sente tão só, tão desamparado, tão infeliz. Existe outra pessoa, além do espelho, pra te ouvir.
Lá se foram alguns anos de confiança e amizade mútua. Um provável amor que não teria como dar certo, de tão obsessivo que era. Mas a amizade era verdadeira e integra. Decidi mantê-la para o meu próprio bem. Continuamos amigos, confidentes, e o que mais fosse possível. A confiança CEGA de quem sabia que o mundo poderia acabar em cima da minha cabeça, eu iria ter um ombro pra chorar em qualquer circunstância. Eu acreditava nisso. E tentava seguir em frente, por mais que todo o planeta quisesse me ver embaixo e atrás.
Não demorou muito para outra pessoa tomar conta do meu coração, ganhar meu amor, meu carinho, e também minha confiança.
O ciúmes de uma pela outra era inevitável. E destrutivo.
Aconteciam brigas sem precedentes e nem motivos. Eu não entendia onde um queria chegar com tanto ódio pelo outro. Eu me via no meio de um fogo cruzado sem necessidade, já que de um eu queria a amizade, o carinho e a confiança e do outro eu queria o amor.
Então elas surgiram, na minha vida, mais uma vez...

Mentiras...

De todos os lados, atacando a todos... como esse inferno aconteceu?
Eu não sabia explicar. No entanto, eu me sentia, magoada, triste, sem vida. Como uma pequena flor, arrancada pela raiz.

Perdi o amigo, e o amor estava cada vez mais distante de mim...
Mais uma vez a solidão.
Não existia mais ninguém... além do espelho.

Kelly Christine

Confiança...

Quem acredita sempre alcança
e quem nada crê?
Deixei o coração à confiança
para quem nada vê
Tudo perdido como sempre
no meio do temporal
tristeza querendo ser gente
solta no vendaval
Acreditei no amigo, entreguei o coração
cuidaria de mim quando me fosse?
Fechei os olhos, sem medo da razão
onde estava o olhar doce?
Sumiu
de repente tudo acabou
a confiança traiu
a tristeza ficou
Não há mais em quem acreditar
não confio nem mais em mim
dei mais a você do que simples amar
mas você deixou chegar ao fim...

Kelly Christine

7 de jun. de 2011

Minhas Músicas Preciosas...[3]

Quando a gente ama além de nós mesmos,
quando a gente ama tudo, até mesmo os defeitos
simplesmente quando a gente ama...
Será que nos lembramos como é fazer isso intensamente?
Será que nos lembramos como é se entregar inteiramente?
Existem tantos problemas hoje em dia, tantas frustações
Existem tantos motivos para ter partido os corações
Mas nada impede o amor nascer novamente,
nada impede o amor, de amar simplesmente...

Transforme no amor a palavra “impossível”, em 'inexistente'.....


Eu amo mais você...do que eu...

Kelly Christine

5 de jun. de 2011

O Erro em mim...

Eu olhava pra mim
Cheia de defeitos
Cheia de fins
Tolamente sem jeito

Eu procurava entender
O que errado havia
Pra não satisfazer
A única pessoa que eu sentia

Onde estão as imperfeições?
Eu sacudia a cabeça, desesperada
Onde estava falhando as ações?
A Alma cada vez mais magoada

Eu gritava dentro do meu peito
Eu quero entender!!!
Onde estavam os defeitos?
Que eu não conseguia ver!

As mãos unidas em prece
Pediam ao céu e a terra ajudar
Quem apanha nunca esquece
Então onde eu estava a errar?

O erro não era meu
Eu não via onde podia compreender
O erro não era meu
Acusada com o dedo em riste, quando o erro partia de você

Eu fiz o meu melhor
Doei o que tinha de mais bonito em mim
Apesar de lhe parecer o pior
Só dará valor quando tudo chegar ao fim

O corpo reage ao que as palavras calam
E agredido pela doença que manifesta sem querer
Eu dei o melhor, minhas lágrimas me falam
A única coisa que faltou, foi você ver...


Kelly Christine

3 de jun. de 2011

BLUE...

Às vezes, precisamos apenas de um simples gesto para tornar o nosso dia feliz. Eu chegava em casa à noite, ele estava ali, quieto, de repente um salto! A alegria de me ver. Contei isso para algumas pessoas, algumas debocharam, outras me olharam incrédulas, pensando que eu estava ficando louca. Nada disso. Aquele pequeno ser me olhava com uma ferocidade e ao mesmo tempo com uma doçura única, ficava se movimentando inteiro, enquanto eu estava por ali, pelo pc, ou simplesmente assistindo TV. Enquanto eu não me deitasse, ele ficava me velando, me namorando, como se tomasse conta de mim.

Aquilo durou algum tempo.

Eu vi que nos últimos dias ele se debatia mais do que o normal. Batia a cabeça nas paredes de vidro, algo estava estranho. Adiantei a higiene em alguns dias, porém, era tarde demais.
Uma hora da manhã. Ver ele tão debilitado, quieto, sem forças me deixou desesperada. Quem ia me vigiar todas as noites? Quem ia me dar “bom dia” todas as manhãs?
Efetuei mais uma vez a higiene. Parece que ele respirou aliviado, como se o que o sufocasse foi a água que foi parar no ralo. Ficou numa paz inquestionável. Não o via mais saltando como sempre fazia, quieto ali no fundo entre as pedras, ele parecia adivinhar o fim da noite. Não quis mais comer. Eu dormi mal aquela madrugada.
Acordei cedo como sempre para trabalhar e deixar o menino da escola. Queria esperar aquele 'salto' de bom dia de sempre, porém tudo o que vi foi o olhar vidrado no fundo do aquário. Umas batidas no vidro, atestaram o que eu tive certeza: ele se foi. Duas lágrimas escorreram no meu rosto. O menino me olhava, “mãe o que houve com o Blue?” - Ele foi para o céu dos peixes filho – foi tudo o que o nó na garganta me permitiu dizer.
Escorri a água assassina. Deixei seu corpo miúdo entre as pedras e a pequena imitação em gesso de uma tartaruga. Joguei tudo fora. Não queria olhar para o aquário vazio, sem vida. Vida que transbordava e agora, só morte.
Você teve uma breve vida comigo, e eu tentei retribuir o carinho e a atenção que me dava todos os dias, gratuitamente. Espero que esteja bem, querido “peixe-ninja” como meu filho chamava você por ser tão bravo. Ninguém no mundo entende esse carinho especial que eu tive por você e a nossa relação cúmplice. Não importa. Sabemos ambos como fomos um importante para outro.
Talvez, algum dia desses, eu resolva ter outro peixe, como todos me falaram para ter, afinal é só chegar no pet-shop e comprar um novo.
Sim, eu sei o quanto as pessoas acham a vida de animais descartáveis e simplesmente substituíveis.
Porém nenhum deles será igual ao meu Blue.

Saudades...

Kelly Christine

Para sempre...Blue


Uma Mentira...

Uma mentira sempre será uma mentira.
Não importa de que lado veja
Não importa o que aconteça
continuará a ser uma mentira.
No fundo do meu ser, tantas lembranças
correndo como crianças
querendo reviver
e eu fugindo, sem ter para onde correr
Estampado nos meus olhos, o sofrimento
Dediquei-me ao máximo em todos os momentos
E mais uma vez decepção
Partido mais uma vez o coração.
Uma mentira como outra qualquer
A doce menina no corpo da mulher
paga pelos erros que não cometeu
Se torna uma pessoa que não sou eu
O único objetivo: teu sorriso alcançar
Tantas formas para explicar
Tanta dor para entender
Nenhuma cicatriz que possa esquecer
Uma mentira, mais uma vez,
O coração entregue então se desfez
Não lhe cabe lágrimas, apenas a compreensão
De ter calado a voz do sonhos e escutado a razão
O que fiz? Realmente não entendo,
Tanto carinho dedicado, tantos bons momentos,
Mesmo assim, é lá fora, por outra que os olhos brilham
É em outros braços que seus sonhos acreditam...
Uma mentira, não há o que fazer
A luta de uma noite toda termina no amanhecer
A alma sabe que o seu sorriso não pertence mais a mim
Coração não se entrega, se recusa a aceitar o fim
Pra que mais uma vez se iludir?
Pra que me permitir mais uma vez a sorrir?
Eu lutei pelos meus sonhos, acreditando que seriam reais
Eram apenas uma mentira, nada mais...

Kelly Christine