27 de ago. de 2014

Inverno Inverso...

E se passou mais um inverno de minha vida.
Me senti em pleno rito de passagem desta vez.
Foram dias bons, é verdade.
Recheados de lembranças antigas,
Repletos de desejos futuros.
Pela primeira vez, em muitos anos, fiz uma retrospectiva de toda minha existência.
Um balanço das coisas que aconteceram.
Erros, acertos, acertos e erros.
Eu me sinto completamente diferente do que eu era antes.
Até minha essência mudou.
Mudaram tantas coisas, por dentro, por fora,
Difícil chegar a alguma conclusão.
A única certeza, de que tenho,
Essa evolução constante,
Essa metamorfose ambulante,
Ainda perdurará por muito tempo em mim.
E que venham outros,
Outros invernos inversos.


Kelly Christine
(24/08)

18 de ago. de 2014

Lembranças de um Adeus.

Nem toda dor pode deixar de ser sentida,
Ela precisa ser vivida.
É assim que deve ser.
De amores tristes,
Corações quebrados,
Sonhos inacabados,
Ou ainda por se sonhar.
Mas que tipo de viver procuramos?
A sabedoria inútil da sensação de segurança:
‘Eu já vivi isso antes, sei como acaba.’
Nenhuma experiência é igual à outra
Porém, todas as dores são exatamente iguais.
Lágrimas de par em par,
Invadem as pálpebras de quem não quer mais chorar,
E mesmo sendo forte já não consegue mais evitar,
Estou eu aqui, repetindo a mesma história,
Golpes duros, de quem tem uma memória,
Que nada esquece,
Nada desaparece,
Lembranças de uma vida que já foi embora.


Kelly Christine

28 de jul. de 2014

Viver Assim...

E então se vive assim,
Obrigada a se reprimir,
Se policiando,
Se monitorando,
Representando um papel e estampando uma cara de paisagem que não tem fundamento.
Onde vamos parar?
Seres idiotizados,
Padronizados como a sociedade dita
Coisas sem fundamento então pregadas como verdades,
Verdades ignoradas como coisas sem fundamento.
E lá vou eu vivendo assim.
A esperança é o sentimento mudo,
De um mundo pra lá de absurdo,
Que se dissipa como névoa num dia de verão.
Acalme o seu coração,
Mantenha-o em silêncio,
Deixe-o vazio,
E perceba que o melhor a se fazer
É deixar a vida correr,
Assistindo o que não pode ser mudado,
Mudando o que lhe for ordenado,
E se tornando exatamente aquilo que você deve ser:
O que a sociedade querer.


Kelly Christine

23 de jul. de 2014

Minhas Músicas Preciosas...[29]

A gente pensa muito, sabe.
A gente pensa tanto, que nossos próprios pensamentos nos bloqueiam para tomar novas ações.
O medo que congela.
O novo que assusta.
Esta música entrou na minha vida de uma maneira engraçada.
Pessoalmente eu já tinha ouvido algumas vezes, sem interesse, mas agora, cada palavra, cada verso, faz todo o sentido.
Foi triste ver um cara a tantos mil quilômetros de distância, sem nunca ter me visto ou falado comigo, escrever uma história tão parecida com a minha.
Seriam as pessoas reféns das coincidências, escravas do destino?
Ou todas as histórias de amor tem o mesmo final?
Nunca saberei, mas essa música hoje, representa exatamente como me sinto em relação ao amor: não sinto.
Um silêncio ensurdecedor.
Um silêncio que grita.
Por fim, todas as flores, sem exceções, se viram para o sol.


Kelly Christine


25 de jun. de 2014

Exaurida...

A palavra é: cansada.
Da insistência onde não há mais motivos de insistir,
Do amor não correspondido,
Do olhar gélido,
Da ausência de palavras,
Das lembranças ingratas,
Do coração ferido,
Da alma vazia,
Da vida.
Cansada.
De tudo junto e de nada ao mesmo tempo.
Cansada de estar cansada.
Do sofrimento,
Da melancolia,
Da solidão.
Da vontade de falar contida,
De não ter com quem conversar,
De não ter com quem dividir tudo.
Do que me tornei.
Cansada.
De ver toda minha energia concentrada em alguém que não faria o mesmo por mim,
De perceber que para as pessoas, todos são substituíveis,
De tentar deixar o passado lá atrás,
E ver que o presente não é tão diferente assim.
Não ter esperanças para o futuro.
Cansada.
De insistir em um relacionamento que não tem o que preencher.
De fazer o que todos querem,
De me manter em silêncio quando quero gritar,
De me tornar um fantasma dentro de mim mesma,
De ser infeliz.
Das lágrimas correrem.
Cansada.
De ter que me refugiar nas músicas para não enlouquecer,
De não ter onde buscar ajuda,
De ter que fingir que está tudo bem,
De rir imensuravelmente pra fingir o que não sinto,
De representar um papel de quem não sou,
De ser prisioneira da sociedade,
De buscar a paz.
Cansada.
Não, não é a vida que tem me cansado.
Eu é que estou cansada.
Cansada de viver.

Kelly Christine


18 de jun. de 2014

Se...

Se eu tivesse te escolhido,

Se tivesse seguido meu coração.

Se tivesse tomado a decisão certa.

Nada disso estaria acontecendo?

Se houvesse mais silêncio e menos impulsividade como há hoje,

Se eu me lembrasse de tudo o que foi bom quando esteve por perto,

Se eu me entendesse melhor aquele olhar,

Aquele silêncio,

Será que isso tudo seria mudado?

Sei que não podemos viver de “se”,

Mas é inevitável me perguntar,

Se eu tivesse te escolhido,

Ainda estarias comigo?

Hoje só saudade, só lembrança ocupam o seu lugar.

Não há mágoa, não há amor.

Só vazio.

Não interessa o que o mundo prega,

Pra mim, pessoas sempre serão

Insubstituíveis.


R.I.P.



Kelly Christine.


13 de jun. de 2014

Tristeza Muda.

Eu acordei em silêncio.
Olhei para mim e nada vi.
Olhei para fora e nada vi.
Até quando vou viver uma vida que não é minha?
Era uma tristeza muda,
Umas doses de melancolia,
Lembranças borradas.
E eu vendo a vida passar na janela do ônibus.
Até quando vou viver uma vida que não é minha?
 Não há mais sentimento,
Mal falo de sensações,
Apenas um punhado de memórias,
Que nada me acrescentam, que nada me diminuem.
Até quando vou viver uma vida que não é minha?
Eu já tinha falado várias vezes de vazio,
Mas nada se compara a isso,
Uma esperança sem esperança,
Orações que pedem paz,
Lágrimas silenciosas.
Até quando vou viver uma vida que não é minha?
Seguindo sem destino,
Vivendo sem sonhos,
Um coração ausente de amor.
Olho para o espelho em dúvida,
De lágrimas secas por fora e cortantes na alma.
Continuo me perguntando em silêncio:
Até quando vou viver uma vida que não é minha?


Kelly Christine.