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10 de out. de 2016

Outra vez...

Dói, sabe. Ver que tantos anos da vida foram em vão,
Que a minhas ações, nunca sem razão,
Só resultaram em fracasso.
E o coração, fingindo ser de aço,
Tenta suportar o insuportável,
Quer gritar, quando é obrigado a ser amável,
No fundo dos olhos onde todo o mundo perdeu a cor.
Onde está o amor?
Que vem de repente, te surpreender,
Que te completa, te prende, envolve você,
E faz sua mente girar.
Onde está a alegria, estampada no olhar?
De quem caminha a longos passos ao entardecer,
E ainda acredita que se pode viver,
Sob a mesma luz que tudo ilumina,
Sem definhar num destino que a prende na sina,
De ser infeliz para outros promover,
Para ter que se diminuir e ver toda a gente crescer,
Por que tudo tem que ser assim?
Cadê o conto de fadas prometido pra mim?
Em quantas lágrimas ainda preciso me afogar,
Para dessa escuridão poder me libertar?
Quanto mais terei que fingir,
Que nada mais me atinge, e tudo me faz sorrir,
Até quando terei que abrir mão,
Daquilo que faz vibrar meu coração?
Para poder fazer feliz,
Aquele que nunca me diz,
Que tudo faria por mim,
Que estaria comigo até o fim.
Talvez esse seja o meu destino,
Aceitar o passado, ignorar aquilo que não termino,
E esquecer a minha imagem no seu olhar refletida,
Que me fez suportar até então as feridas.
La vem a realidade,
Sufocando as minhas saudades.
Me obrigo a aceitar,
Que não posso mais amar,
E deixo partir, insensatez,
A chance de ser feliz, outra vez.


Kelly Christine


22 de mar. de 2014

Indestrutível...

E um dia inteiro se passou.
Parece que eu vivi outra vida,
E fui jogada de volta à minha realidade.
Eu desejei tanto que àquelas horas não terminassem nunca,
Desejei tanto... Que o tempo que costuma ser diariamente tão lento,
Não passasse correndo como quem tem pressa de chegar.
E eu cheguei ao fim.
A ponto de assistir sem nada poder fazer,
Uma porta que lentamente se fechava.
Não, não era nada daquilo que eu queria,
Não, eu nada poderia fazer.
As lágrimas vieram e eu não pude escondê-las,
O coração estava cansado de ficar calado à força,
Era preciso falar.
Era preciso bater.
A música corria solta pelos fones de ouvido,
Eu olhava nos teus olhos com o imenso desejo de te mostrar o que minha alma gritava.
E depois de tanto tempo, de tantos desencontros, choros e dor,
Sinto que finalmente você entendeu.
Apesar de tudo ser tarde demais,
Apesar de tudo ser correndo, apressado,
Era preciso falar.
O que nos ligava, era mais forte do que qualquer sentimento conhecido,
O que tínhamos em comum era mais do que amor.
E tudo isso foi descoberto
E se desfez ao mesmo tempo.
Eram tantas as coisas que nos separavam,
Eram tantas as pessoas que queriam manter a distância entre nós.
Eles tentaram,
Em alguns pontos eles venceram,
Mas não conseguiram destruir a ligação que tínhamos entre nós,
Jamais conseguiriam destruir o indestrutível.
O peito dói de saudade,
E chorar se tornou mais comum do que deveria,
A distância cala uma voz, mas jamais apagará um sentimento.


Kelly Christine

13 de nov. de 2013

Julgamento.

Então de repente, você ouve o seu nome.
E percebe, mais uma vez, as pessoas te julgando sem ao menos te conhecer.
Sem ao menos terem conversado com você uma única vez.
Sua alegria incomoda,
Seu sorriso enerva,
Sua seriedade não transparece seu caráter,
E seu silêncio, ao invés de determinar sua reserva, ostenta a sua soberba.
Seria mesmo isso?
É o que eles acham.
É o que a maioria acha.
Me acham uma pessoa péssima, mas nunca sequer falaram comigo.
Me pintam de várias cores, com várias personalidades,
Porque é mais fácil, tão mais fácil fazer um julgamento de quem não se conhece...
Ah, mas não basta só julgar para si mesmo,
É necessário divulgar a mesma informação, mesmo que imprecisa, para outros.
Vamos contagiar as pessoas e as obrigarem formar opiniões...
Afinal, o que eles acham, o que eles supõem que sabem, é lei.
E todos devem se curvar diante deles e respeitar o que eles dizem.
E não interessa ter outra opinião sobre aquela pessoa.
O que importa é o que a maioria acha.
Pessoas que seguem o fluxo da multidão, são tratadas como gado, e não percebem.
Se a maioria pensa assim, então a maioria está certa.
Mesmo que todos estejam errados.
Ainda penso diferente.
Por que devo fazer um pré-julgamento de quem eu mal conheço?
Por que perder minutos preciosos da minha vida, onde poderia estar fazendo coisas tão mais construtivas, para destruir o caráter de alguém com quem nunca falei?
Ora, eu não penso como gado. Não sou a maioria.
E ser diferente tem sido um preço alto a pagar.
Preço alto para ser eu mesma.
Sei o que sou, sei também que não preciso provar nada a ninguém,
Mas é tão cruel ver as pessoas fazendo isso comigo.
E não basta serem cruéis comigo, também querem que a maioria das pessoas sejam.
Já vi isso em tantos lugares, com tantas pessoas,
Que tinham me convencido de que, todos não poderiam estar errados,
Talvez o problema fosse realmente eu.
E o mundo estava me fazendo pensar como a maioria...
Não, eu não podia permitir.
Ainda permaneço isolada.
Fico cada vez mais em silêncio,
E nesse silêncio eu percebo, as escolhas que fiz.
Posso estar sozinha agora,
Mas sei que no mundo ainda existem pessoas diferentes,
Que entendem exatamente, como eu, o que é pagar o preço do julgamento de todos,
Para pertencer a si mesmo.


Kelly Christine

15 de out. de 2013

Continue Subindo...

Era madrugada.
E eu lutava com um sono que não chegava.
As lágrimas não paravam de correr.
Tantas palavras não ditas, tanto sentimento ainda preso no peito, a garganta em nó, a respiração fraca.
Tudo tinha ido em vão.
O coração ardia.
Ele sempre foi impetuoso, nunca aceitou uma derrota, nunca desistiu antes de lutar.
Agora lutava para se manter vivo.
Eu pensava, pensava, pensava.
Eu passei a noite inteira pensando, procurando respostas para perguntas que nem ao menos entendia.
Eu precisava de ajuda, e, no entanto, não tinha voz para pedir.
Eu simplesmente não conseguia.
Implorava com os olhos.
Os mesmos que tudo revelavam, para quem os soubessem ler.
Sempre foi mais fácil enfiar a minha dor no bolso e ajudar.
Manter-me em silêncio, ignorando que também tinha problemas.
Eu sempre enxerguei o outro antes de mim.
E nunca considerei o quanto poderia ser um erro.
Até agora.
Até me ver assim. Tão destruída, tão bagunçada por dentro.
Um imenso tornado de coisas que estavam delicadamente cada qual em seu lugar.
E agora, tudo caos.
Eu tinha confiado de novo.
E estava sendo abandonada... de novo.
Era difícil para eu mesma não me julgar.
Sério mesmo que eu me deixei levar, pensando que tudo seria diferente?
Não, lógico que não.
Os obstáculos chegam. E quando você não consegue mais contornar eles, se livra do que atrasa o seu caminho.
Melhor alternativa, para quem segue.
Tristeza para quem ficou para trás.
A vida mais uma vez me deu o biscoito e mais uma vez me tomou o biscoito.
Até eu aprender. A diferença entre sorte e merecimento.
Eu fiquei para trás.
Não faz mal.
Cheguei no fundo do poço. Agora só tenho duas opções:
Permanecer no escuro, ou começar a subir.
Escolhi a segunda.
Nessa minha pequena grande jornada,
Solidão, dor.
Um passo pequeno de cada vez.
Um dia após o outro.
Os problemas não sumiram.
E agora não tenho mais ninguém para poder me ajudar na subida.
Então, só me resta confiar em Deus.
E continuar subindo devagar.
A vida pode ter me mostrado a escuridão, o sofrimento, a solidão.
Mas jamais destruirá minha fé.
É o que me mantém viva. É o que me faz continuar a subir.
Um passo pequeno de cada vez.
Um dia após o outro.
Vejo agora que, no fundo, nunca precisou de mim para viver.
E também me tornei algo sem importância.
As lembranças se apagaram, e nenhuma de minhas palavras ou lágrimas te demoveram.
Não faz mal.
Nada pode alterar o sentimento bonito. O mesmo que permanece intacto no meu coração.
Nem dizer que eu não tentei.
A vida é mesmo assim.
Não espero o aplauso ou o reconhecimento.
Apenas espero que Deus ilumine o caminho,
Abençoe quem continuou seguindo, sem sequer olhar para trás.
E que mantenha suas forças em mim,
Para cada passo pequeno,
Um dia após o outro.
E que eu não desista.
De continuar subindo.


Kelly Christine

11 de out. de 2013

Não é Menos do Que Mereço...

Eu só queria que a dor também partisse junto com as lágrimas que não param de cair.
Tanta história presa na garganta. Ninguém para ouvir.
Todos desistem de mim.
Não sou eu que desisto das pessoas, a verdade é mais redundante que isso.
Sou alguém tão insuportável, que elas é que desistem de mim.
E tem bons motivos pra isso.
Eu não faço bem.
A ninguém.
Tenho um gênio ruim, sou teimosa, emotiva demais, silenciosa demais.
Até a verdade dos meus sentimentos não me redime.
Condenada à solidão, para sempre só.
Existem coisas que jamais serão consertadas. 
Por maior que seja nossa vontade.
Por mais corajosa que seja nossa disposição.
Por mais bonita que seja nossa esperança.
Por maior que seja nossa fé.
Fecho os olhos, o ar não entra nos pulmões.
O mundo podia parar de girar aqui.
Um choro não contido, o rosto banhado,
Um abraço calado, posto de lado quem nada pode responder.
O quarto deserto, a música que responde verdades.
O grito que ecoa em silêncio, dentro de um vazio que acabou de se formar.
Quebrada mais uma vez.
Não faz diferença.
Não é menos do que eu mereço.
Vamos lá, engole tua dor em silêncio.
Tenha o monitor como testemunha da maior tristeza que já viveu.
Vamos, olhe no espelho. É você que buscou isso.
Realmente achou que iria ser diferente?
Levo os joelhos ao queixo. Busco conforto. A única companhia que tenho é a de mim mesma.
Não é menos do que eu mereço.
A verdade pode até ser mais digna. Mas isso não diminui a dor que ela causa.
Sonhos despedaçados.
E eu que acreditei que seria diferente.
A esperança, a fé.
Levaram onde levam às expectativas.
Não culpo o destino pelas minhas escolhas,
Não é culpa dele o que sou.
Eu não faço bem,
Eu não faço o bem.
E mesmo me sentindo tão destruída, aceito.
Não é menos do que eu mereço.

Kelly Christine.


24 de abr. de 2013

Um olhar de dentro...


Nunca pensei que minha mente fosse me dar tamanha sentença.
E o erro era meu.
Não sinto pena de mim mesma,
Não questiono valores.
Precisava de certas mudanças.
Escutei as palavras mais cortantes que poderia ouvir de alguém a minha vida inteira ontem.
Não senti pena de mim. Não vi surgir lágrimas em meu rosto.
Nada além de conjuras entre minha mente e minha alma.
Por sua vez meu coração nunca esteve tão calado, e tão resignado.
E o erro era meu.
Só quem pode perturbar a minha paz é quem eu permito.
Entre aceitar a injustiça e lutar pela própria paz,
Escolhi o caminho que me faz crescer.
A paz é algo que só herdarei quando morrer.
E é assim, com todas as pessoas. Porém são poucas que enxergam. A vida é uma eterna busca pela paz, e enquanto não se travam algumas pequenas e grandes batalhas internas e externas, não se vive.
Quem acha que está em paz consigo mesmo se ilude acreditando que isto é vida.
Viver é movimento e discordância.
Sei que a vida é curta, sei que em breve estarei chegando a esta paz.
Por enquanto não tenho pressa. Minhas metas não são ambiciosas, e finalmente me levarão onde quero ir.
Não preciso mudar minha personalidade. Preciso mudar o modo como eu vejo as pessoas.
E o erro era meu.
Chico Xavier foi uma das pessoas mais sábias que eu já tive conhecimento e ao qual eu já li bastante a respeito.
Ele sempre dizia que nunca devemos retribuir uma dor com outra dor, uma mágoa com outra.
Dizia que deveríamos dar as pessoas apenas o que queríamos refletido em nossas próprias vidas. Do mau, a vida se encarrega de corrigir. E do que comete a injustiça, nunca pode ser julgado por ninguém além dos olhos de Deus.
Li muito referente a isso ontem, e há alguns dias. E sobre outras coisas também. Descobri em mim mesma, respostas que passei a vida inteira tentando encontrar nas pessoas, e no entanto estavam em mim.
E o erro era meu.
O primeiro passo para o crescimento estava em reconhecer as falhas. Eu sei que tenho muitas, nem menores, nem maiores, mas minhas. Meus defeitos, minhas correções, reflexões com o mundo.
Pouco a pouco sinto que isso tudo me fez crescer de alguma maneira.
E o erro era meu.
Não, eu não vou me culpar. E nem responsabilizarei ninguém. A parte de assumir um erro e corrigir uma falha não significa que o mundo precisa pairar sobre minhas costas.
Senti durante anos a indiferença, o desamor e até repugnância da minha família. Sentia muita pena de mim, vivia me lamentando sobre a falta de sorte que eu tinha.
Entendi o quanto as pessoas que eu achava que me ajudariam a sair dessa depressão longínqua se entediavam rapidamente de mim. E não via nada que fizesse sentido.
O erro era meu.
A situação de minha casa não mudou. A situação da minha vida pessoal e profissional também está inalterada.
O que mudou foi o modo de como eu encaro as pessoas e as coisas.
Passei anos sendo gentil e amável com gente que não merecia nada de mim, nem mesmo atenção.
Sou grata por estas experiências. Me fizeram crescer.
Mostraram ao meu Mestre Chico que segui, mesmo sem querer, seus ensinamentos e fiz o que podia.
Mas ainda não era meu melhor.
E o erro era meu.
Era tempo de deixar de lado os temores e mergulhar profundamente em mim. Em busca de conhecimento e reflexão.
Sim, eu posso fazer melhor. Pensava em dividir a vida, os problemas, as indecisões, os medos, os acertos, os livros com alguém.
Estava errada. E o erro era meu.
Eu preciso sempre das pessoas. Talvez não hoje, ou amanhã, mas precisarei eventualmente.
Mas eu aprendi a lição. Antes de precisar de outros, eu preciso de mim.
Ontem, hoje e sempre.
Sei que há dias que parece que nada dá certo. As emoções estão bagunçadas, e tudo que queremos é um pouco de colo para um choro contido e um pouco de atenção para esses terrores se dissiparem.
Todas as filosofias e religiões pregam que é sempre bom ter pessoas que te fazem bem por perto.
Mas você jamais atrairá pessoas assim para você, se não se regozijar-se em si mesmo antes.
Um apoio, um ombro um colo. De vez em quando, não sempre.
E esse erro foi meu.
Não dependa de ninguém além de si mesmo. Entre precisar e depender existe um grande penhasco. Respeite a diferença para poder entender como funciona e ver que dá certo.
Olharei para minha postura com mais atenção. Velarei por mim com mais cuidado. Antes de permitir que outra pessoa faça isso comigo.
Agradeço aquelas palavras duras que ouvi, ecoando dentro da minha mente. Horas e horas, meditando, refletindo. Sim, foram de serventia. Me deram uma dura lição, que me impôs a condição de nunca mais confiar plenamente em alguém.
Não guardo rancores e nem mágoas. Não sou vingativa, não vou beber o veneno esperando que o outro morra. A vida se encarrega de dar lições, tardias ou não, para todos, sem exceções. Foi assim comigo.
Não ouvirá as mesmas lamentações, dia após dia, desse alguém doente. A cura para minha doença não estava nos sentimentos, nem nas pessoas, estava em mim.
E eu era forte o suficiente para enfrentar isso. Eu tinha o grão de fé. A vida tinha me feito rastejar durante muito tempo. Era hora de levantar e olhar em alguma direção.
Se haverá alguém ao meu lado para dividir esse olhar, deixarei o destino se encarregar disso.
Não falo nada mais sobre o que é precioso para mim. Será preciso bem mais do que simples curiosidade para se descobrir.
E o erro desta vez não é meu.

Kelly Christine.


16 de abr. de 2013

O Senhor do Tempo...


Se estou perto de encontrar minha paz?
Espero que não.
A vida é uma eterna procura, um frenesi constante em busca da paz interior.
Se eu encontrar o que tenho buscado por tanto tempo, é sinal que a vida chegou ao fim.
Fiz o que meu coração considerou como certo.
Fiz o que minha mente não questionou.
Paz? Não, não.
Talvez uma tranquilidade de que as coisas que não tem remédio, remediadas estão.
Eu decidi não discutir com o Senhor do Tempo.
Não fui condizente, apenas prudente.
Quem tem o maior poder, merece o respeito de quem não tem.
O tempo tem o poder. Pelo menos de tirar de foco o que nos incomoda.
Então, para não causar dores desnecessárias, resolvi não discutir com ele.
Onde está a menina apaixonada, cheia de sonhos e lágrimas que não suportava a solidão?
Continua no mesmo lugar.
Continua apaixonada e cheia de sonhos.
Lágrimas? Só quando forem extremamente necessárias, e nunca na frente de alguém.
A solidão? Bem, todo mundo nasce e morre só. O que fazemos no intervalo é consequência de nossas escolhas.
Resolvi abraçar a serenidade de estar só. O destino continua sendo inexorável, então será uma perca de tempo e energia, não esperar os ventos mudarem ao meu favor.
Esperar pacientemente por um novo dia...
Vivê-lo profundamente, como se fosse único.
Dormir e me permitir ser o que quiser nos meus sonhos.
Porque os sonhos são meus e só eu sei o quão trabalhoso é mantê-los vivos em mim.
Eles estão vivos, junto com as minhas emoções.
O meu jardim mais bonito, guardadinho, protegido.
O meu tesouro mais precioso, não pode mais ser exposto sem uma razão.
Como disse a um amigo ontem, é impossível você querer cuidar de alguém se for incapaz de cuidar de si mesmo.
Cuido de mim, pois não há ninguém melhor do que eu para esse cuidado.
Por favor, não se iludam pensando que existe alguma pessoa que fará isso melhor por vocês do que vocês mesmos.
E então, por várias vezes, tive discussões homéricas que me levaram a apenas um consenso.
Para ser verdadeiro, tem que ser recíproco.
Será recíproco quando houver uma entrega.
Só acontecerá uma entrega se você inspirar total confiança e respeito.
Só existirá confiança e respeito se a outra parte cuidar com dedicação.
Por fim, para que esse cuidado e dedicação com o outro sejam profundos, você terá que cuidar muito bem de você primeiro.
Hora de mudar? Só se te fizer bem.
Uma coisa eu posso garantir.
Está na hora de sair da inércia e fazer algo.
Porque o Senhor do Tempo não perdoa os que ficam parados esperando ele modificar as coisas, sozinho.
Eu comecei a fazer algo.
Ontem.
Porque o que achei correto fazer ontem, eu fiz.
Hoje é dia de novas decisões. E novas ações.
Aprenda a ignorar muita coisa. Em nome do que te faz bem.
E um conselho importante:
Faça do Senhor do Tempo seu aliado, nunca seu inimigo.
Afinal, a única pessoa que tem a perder com ele é você.

Kelly Christine


31 de jan. de 2013

Para refletir... Apenas...


Hoje tirei o dia para refletir. A seguir, pequenos trechos retirados do livro “Maktub” de Paulo Coelho. Histórias de sábios, filósofos e gente comum, que tem algo a nos ensinar. Por menor que seja. Segue:

O mundo é um espelho
Compadecido com a pobreza do rabino Jusya. Ephraim colocava diariamente algumas moedas debaixo da sua porta. E reparou que, quanto mais dava, mais dinheiro ganhava. Ephraim lembrou-se que o rabino Baer era mestre de Jusya. Viajou para Mezritch e cobriu de presentes o rabino Baer. A partir daí, sua vida piorou e quase perdeu tudo. Procurou Jusya e contou o ocorrido. "È simples", disse Jusya: "Enquanto davas sem pensar em quem recebia, Deus fazia o mesmo."
Paulo Coelho – Maktub

A Mulher Perfeita
Narsudin conversava com um amigo: "Então, Mullah, nunca pensaste em casamento?"."Já pensei. Em minha Juventude, resolvi fazer uma viajem para conhecer a mulher perfeita. Em Damasco, conheci uma mulher espiritualizada e linda, mas ela não sabia nada das coisas do mundo. Em Isfahan, encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas que não era bonita. Então, no Cairo, jantei na casa de uma moça bonita, religiosa e conhecedora da realidade material". "E porque não ser casou com ela?". "Ah, infelizmente ela também procurava um homem perfeito".
Paulo Coelho – Maktub

O julgamento Alheio
É fácil julgar os outros. Enquanto Nikita Kruschev denunciava os crimes de Stalin, no congresso do Partido Comunista, alguém gritou: "Onde estavas durante o massacre dos inocentes?" "Levante-se quem disse isso",pediu Kruschev. Ninguém se mexeu. "Seja você quem for, já respondeu a sua pergunta", continuou ele. "Naquele momento, eu estava na mesma posição em que você está agora".
Paulo Coelho – Maktub

Atenção e Calma
A Jornalista Belisa Ribeiro se arrumava para ir a uma festa, quando olhou no espelho. Ela tentava equilibrar nas mãos batom, blush e rímel. "Por que seguro tantas coisas, se só posso usar uma de cada vez?", se perguntou". Larguei tudo e comecei de novo. Tentei me lembrar de quando agi assim, vivendo um momento, pensando em outro. Prometi que cada minuto de minha vida teria sua benção, estaria concentrada nela.
Paulo Coelho – Maktub

Lição de vida
Um velho, ao se aposentar, comprou uma fazenda para que seu filho administrasse, e resolveu passar seus dias na varanda. O Filho trabalhou durante três anos e ficou com raiva: "Meu pai não faz nada e ainda tenho que alimenta-lo".Construiu uma grande caixa de madeira, foi até a varanda e ordenou: "Entre aí". O pai obedeceu. O filho colocou a caixa no carro e dirigiu até a beira de um precipício. Quando ia jogá-la, escutou a voz do pai: "Filho, pode atirar-me no despenhadeiro, mas guarde a caixa. Você está dando o exemplo e seus filhos vão querer usá-la com você".
Paulo Coelho – Maktub

Do mestre arqueiro
Um arqueiro caminhava pelas redondezas de um mosteiro hindu quando avistou alguns monges no jardim bebendo. "Como são cínicos aqueles que buscam o caminho de Deus!", disse o arqueiro ao ver a cena: "Ficam dizendo que a disciplina é importante, mas se embriagam ás escondidas", exclamou. "Se você resolve disparar cem flechas seguidas, o que acontecerá com seu arco?", perguntou o mais velho dos monges. "Meu arco se quebrará", respondeu. "Se alguém se força além dos próprios limites, tem a vontade quebrada. Quem não equilibra trabalho com descanso perde o entusiasmo, cansa-se e não chega muito longe".
Paulo Coelho – Maktub

Paredes da vida
Um homem caminhava por um vale dos Pireneus quando encontrou um velho pastor. Dividiu com ele seu alimento, e ficaram um longo tempo conversando sobre a vida.
O homem dizia que, se acreditasse em Deus, teria que acreditar também que não era livre, já que Deus governaria cada passo.
O pastor então o levou até um desfiladeiro, onde se podia escutar - com toda a nitidez - o eco de qualquer ruído.
- A vidas são estas paredes, e o destino é o grito de cada um - disse o pastor. - Aquilo que fizermos será levado até o coração Dele, e nos será devolvido da mesma forma.
"Deus costuma agir como o eco de nossas ações."
Paulo Coelho – Maktub

Nas montanhas
Entre a França e a Espanha existe uma cadeia de montanhas.
Numa destas montanhas, existe uma aldeia chamada Argelés.
Nesta aldeia, existe uma ladeira que leva até o vale.
Todas as tardes, um velho sobe e desce esta ladeira.
Quando o viajante foi a Argelés pela primeira vez, não reparou nada. Da segunda vez, viu que um homem sempre cruzava com ele. E, cada vez que ia àquela aldeia, reparava mais detalhes - a roupa, a boina, a bengala, os óculos. Hoje em dia, sempre que pensa na aldeia, pensa também no velhinho - embora ele não saiba disso.
Uma única vez viajante conversou com ele.
Querendo brincar, perguntou:
- Será que Deus vive nestas lindas montanhas á nossa volta?
- Deus vive - disse o velhinho - nos lugares onde deixam Ele entrar.
Paulo Coelho - Maktub