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22 de mar. de 2014

Indestrutível...

E um dia inteiro se passou.
Parece que eu vivi outra vida,
E fui jogada de volta à minha realidade.
Eu desejei tanto que àquelas horas não terminassem nunca,
Desejei tanto... Que o tempo que costuma ser diariamente tão lento,
Não passasse correndo como quem tem pressa de chegar.
E eu cheguei ao fim.
A ponto de assistir sem nada poder fazer,
Uma porta que lentamente se fechava.
Não, não era nada daquilo que eu queria,
Não, eu nada poderia fazer.
As lágrimas vieram e eu não pude escondê-las,
O coração estava cansado de ficar calado à força,
Era preciso falar.
Era preciso bater.
A música corria solta pelos fones de ouvido,
Eu olhava nos teus olhos com o imenso desejo de te mostrar o que minha alma gritava.
E depois de tanto tempo, de tantos desencontros, choros e dor,
Sinto que finalmente você entendeu.
Apesar de tudo ser tarde demais,
Apesar de tudo ser correndo, apressado,
Era preciso falar.
O que nos ligava, era mais forte do que qualquer sentimento conhecido,
O que tínhamos em comum era mais do que amor.
E tudo isso foi descoberto
E se desfez ao mesmo tempo.
Eram tantas as coisas que nos separavam,
Eram tantas as pessoas que queriam manter a distância entre nós.
Eles tentaram,
Em alguns pontos eles venceram,
Mas não conseguiram destruir a ligação que tínhamos entre nós,
Jamais conseguiriam destruir o indestrutível.
O peito dói de saudade,
E chorar se tornou mais comum do que deveria,
A distância cala uma voz, mas jamais apagará um sentimento.


Kelly Christine

12 de set. de 2012

O Anel.


Escutei muito essa frase nos últimos dias. “O que é melhor, pode não ser satisfatório.” Venho aqui mais uma vez, dizer a única pessoa que se importa, como me sinto.  Quebrada, partida, aos pedaços. Mais uma vez tudo passou por mim. Infelizmente ainda não consegui me manter de pé.
Olho o anel no meu dedo. Tem o desenho de um coração vazado, de lados opostos. Engraçada coincidência. Quando o escolhi na loja, sempre gostei de corações, ficou claro que gostaria deste. Só agora me dou conta que não era bem um coração. Era o espaço onde deveria estar um. Mas não está. E nunca estará. Será sempre vazio.
As palavras são duras. Geladas, cortantes. Ouço tudo calada, as lágrimas se seguram o máximo que conseguem nos meus olhos. Todas as explicações que eu tinha, morrem na boca. O meu melhor, não estava sendo satisfatório. Mais uma vez.
Me sento a mesa olhando para o mesmo vazio que acompanha a ponta do meu dedo, sentindo o vão onde deveria estar um coração. Mas não está. As lágrimas, agora sem pudor algum, escorrem pelos olhos, sem pedir ao menos licença. Sinto seu incômodo ao me olhar, estar diante de uma criatura ao qual agora, seu único sentimento dedicado é o desprezo. As prioridades mudaram. Fico em silêncio. Palavras são desnecessárias neste momento. Pra quê? Uma decisão foi tomada, e nada que eu fale, faça ou diga será apropriado ou de alguma utilidade para a situação mudar.
Cumprimento e peço desculpas pela minha pessoa aos pedaços e humilhada. Me retiro. A rua é o único consolo que me abraça neste momento, e me toca a ferida na alma aberta mais uma vez.  As pessoas me olham sem entender. O que faz essa criatura, zanzando aos prantos pelas ruas movimentadas? Tão perdida, tão perdida...
Os dedos ainda percorrem o anel. Chego onde preciso chegar. Me escondo do olhar curioso das pessoas, fujo de suas perguntas, me permito chorar livremente. Adormeço em meio a lágrimas e lembranças agora turvas de um passado que parece tão presente em mim.
Meus sentimentos, minhas qualidades. São incapazes de superar minhas diferenças e meus defeitos. O que realmente importa não é o que eu sinto, de como eu me arrependo de uma atitude ou outra impensada, ou algum passo errado que eu faça de tudo para corrigir. O que importa mesmo, é saber que eu sou completamente deficiente em tudo, inclusive na capacidade de me superar. Não sou alguém inesquecível nem importante. Apenas mais uma pessoa insignificante que merece todo o desprezo de ter errado, e mesmo tentando se corrigir, resolutamente de nada adianta.
Me vejo diante do espelho. Os olhos vermelhos e inchados denunciam o sono encerrado abruptamente em meio às lágrimas. Lavo esses mesmos olhos tão cheios de amargura nas águas sagradas da pia do banheiro. Velha, cansada, a boca deficiente, os dentes irregulares, as olheiras fundas, os cabelos brancos. É. Sendo esse mostro feio que eu sou, dificilmente alguém iria me olhar sem me ver. Não sei de onde eu tirei a ilusão que a pessoa que eu sou poderia ser melhor do que a pessoa que todos veem.
Saio do banheiro pisando em falso. As pessoas pareciam esperar algo de mim, espécie de confissão, que lógico não aconteceu. Se recolhem curiosas e decepcionadas.
Mantenho meu silêncio. Este documento é a única coisa que me mantem ligada ao mundo que me obrigo a viver, mesmo sem querer.  Lutar pelo que acredito foi tudo o que eu fiz até aqui. Lutar pelos meus sonhos, pelos desejos, pelas realizações, pelos sorrisos. Nada adianta eu lutar pelo nada, diante do nada. Não posso perfurar o vento, ou impedir a chuva de cair. Não posso lutar, correr atrás, de quem nunca dará um único passo por mim.
Sento à mesa. Olho tudo sem ver absolutamente nada. Sinto um torpor dentro de mim, como se algo que doeu descomunalmente tivesse sido cauterizado. O sorriso vazio esconde a fumaça diante da ferida cauterizada. Quem fala que o tempo cura feridas esquece que as lembranças deixam cicatrizes.
Decidi usar esse anel enquanto durar. Ele sempre me fará lembrar o quanto eu fui incapaz de nada fazer diante da minha luta árdua e sem propósitos. Me faz lembrar que eu jamais serei digna, ou diferente ao ponto de ser especial. E o principal: somos semelhantes. Não irá mais existir um coração. Existirá um espaço onde deveria estar um coração. Que jamais será preenchido.
Não é possível haver uma segunda chance. Para pessoas que não tiveram sequer a primeira.

Kelly Christine.

18 de jul. de 2012

Quanto Custa Sonhar?


As lágrimas escorriam grossas pela minha face. Eu não sentia piedade de mim, porém não entendia o porquê de tantas coisas desconexas estarem acontecendo comigo. Eu queria reclamar. Eu queria gritar. Eu queria que alguém olhasse pra mim, não só me visse.
Passei a noite enxugando o pranto que eu daria o mundo para dividir com alguém. Soluçando, entendia que os anos a mais me afastavam do que eu queria. A idade nunca pesou tanto, quanto está pesando agora. Experiência vivida, carisma, quase um bom vinho, isso tudo é hipocrisia para quem está vivendo uma crise dos 30. Isso aqui é mundo real. Isso aqui sou eu.
Olhava as páginas das redes sociais recheadas de pessoas que jogavam fora a juventude, sem ter o senso de o quanto eles vão sentir falta dela quando se for. Quantas decisões eu queria tomar agora com o conhecimento que eu tenho. Quantas pessoas de hoje eu queria ter conhecido anos atrás. Quanta coisa, quantos arrependimentos. O que eu não daria para voltar no tempo...
Tempo que as pessoas me olhavam como uma garota qualquer. Hoje, me classificar como uma “garota” chega a ser uma ofensa à sociedade. Onde já se viu uma garota com 30 e poucos? Não! Já é mãe de família, deveria estar casada, com o fogão esquentando a barriga e o tanque esfriando. Não, o mundo não me permite mais os sonhos de menina.
Sonhos de menina. Demorei tanto a ter condições de sonhar, agora não posso mais realizar nada, porque esses tempos passaram. Não posso mais querer o meu romance de jardim, não posso mais querer andar descalço na chuva, de mãos dadas, correndo sem direção. Não posso mais querer sonhar com aquele beijo único, que faz gelar a espinha e entorpece a alma. Não posso mais querer o sorriso largo e sem motivos, a gargalhada sincera que dói a barriga, as cócegas, os abraços. Os torpedos enviados, sem motivos, a todo o momento, com palavras carinhosas, os beijos deixados nas páginas de relacionamento, só para lembrar que naquele momento, (e em todos os outros) eu estava pensando nele. Nada disso me pertence mais. O mundo que vivo é das pessoas que giram em torno do dinheiro que possibilita comprar os sonhos. Sonhos consumíveis. Sonhos vazios, como a quantidade de zeros que as pessoas se submetem a cada dia, a humilhações e sacrifícios, em nome do deus todo poderoso da atualidade: o dinheiro.
Se fosse para viver essa viva sem rumo, sem direção eu jamais deixaria minha infância ir embora. Se fosse pra viver a maturidade de quem se preocupa demais somente com a única coisa que não vai sobreviver quando você se for, eu jamais teria deixado minha adolescência ir embora. Mas a infância passou. E a adolescência se foi. O que restou é um período sem tréguas, de pessoas que se importam com você, desde que você não esteja melhor que elas. O que restou foi a junção de todos meus terrores de infância, e o maior pesadelo da minha adolescência: a solidão que a vida me condenou, por entender que antes de você valorizar o próprio coração, precisa ver qual o valor dele no mercado, e se tem garantia estendida.

Kelly Christine

21 de mai. de 2012

Antes do meu coração silenciar...


Ei... Me deixa eu te contar.
O quanto é difícil eu fingir,
Que todo o dia vai melhorar,
E que eu vou voltar a sorrir.
Ei... Me escuta agora,
Vejo meus sonhos completamente cercados
Por tantas incertezas, arames farpados
Que desconhecem o que há lá fora.
Ei.. É muito fácil você falar de fé,
Hipocrisia de quem mal acredita
Nos motivos que o mantém em pé
E deixam palavras vazias mais bonitas.
Ei... Que tanto amor foi esse que passou?
Apenas pequenas paixões,
Nada verdadeiro ficou,
Além de lembranças despedaçadas nos corações.
Ei... Como é ter esperança?
De quem nada espera,
Tem o sofrimento como herança,
Almeja a beleza da flor, sem conhecer a primavera?
Ei... É tão difícil assim?
Retribuir o carinho,
Gostar de quem gosta de mim,
Por que coração, sempre sozinho?
Ei... Decidi os olhos fechar,
Pensamentos correm soltos,
Deixa a ilusão vivenciar,
Sentimentos e mar revolto,
Deixa teu sonho gritar,
Antes que os olhos se fechem de sono...
...Antes do coração, para sempre silenciar.

Kelly Christine

14 de mai. de 2012

Devolvendo o Meu Coração...


Eu via as lágrimas escorrerem pelo meu rosto,
Sem nada poder fazer
Uma dor difícil de suportar,
Uma tristeza impossível de conter.
Caminhava por uma estrada cheia de pedras
Tropeçando nas minhas limitações.
Condenada a própria solidão
Não vivia, vagava,
Sentimentos amordaçados em uma prisão.
Eu queria sorrir.
Parar de me rastejar, ser caminhante.
Desejava o mesmo que todo mundo
Por que tão difícil? Por que tão distante?
Navegava no meu eu profundo.
Eu abraçava as dores de todos,
Mas no final era eu que queria ser abraçada,
Via meus sonhos atirados no chão,
Toda vida em mim, rejeitada
Devolvendo meu coração.
Não quero mais ser feliz.
Quero apenas viver em paz.
E não me sentir incapaz,
De chorar quando doer.
De gritar, quando perder.
E de correr atrás
Quando valer à pena lutar
Quando valer à pena amar
E dividir a vida, de mãos dadas.

Kelly Christine

4 de fev. de 2012

Era Outra Vez...

...E eu amando...
Outra Vez.
Sorrindo, me iludindo...
Outra Vez.
Sonhando acordada, viajando, imaginando...
Outra Vez.
Declarações soltas no ar, promessas do para sempre e infinito...
Outra Vez.
De repente, furacão, tormenta, discussão.
Outra Vez.
Brigas, sentimentos não-correspondidos.
Outra Vez.
Lágrimas ao vento, coração despedaçado...
Outra Vez.
Mentiras descobertas, traição, decepção.
Outra Vez.
Adeus, solidão, tristeza sem fim.
Outra Vez.
O sorriso que desaparece, a esperança que morre.
Outra Vez.
Coração que se fecha, sentimentos que se calam.
Outra Vez.
Tudo perdido, o olhar sem vida.
Outra Vez.
O amigo, que surge do nada...
Outra Vez.
A atenção, o carinho, a tentativa de me ver feliz...
Outra Vez.
Longos diálogos, apoio mútuo.
Outra Vez.
Dividindo os problemas, segurando as mãos para não cair.
Outra Vez.
O tempo passa e tudo muda...
Outra Vez.
Olhares trocados, algo que cresce sem percebemos...
Outra Vez.
Um apaixonado e a outra com medo de se envolver.
Outra Vez.
A insistência que move montanhas.
Outra Vez.
O coração que se abre, como flor que desabrocha...
Outra Vez.
Declarações soltas no ar, promessas do para sempre e infinito...
Outra Vez.
Sonhando acordada, viajando, imaginando...
Outra Vez.
Sorrindo, me iludindo...
Outra Vez.
E eu amando...
Outra Vez...

Kelly Christine

1 de dez. de 2011

Não me lembro mais...

Não me lembro mais como é sorrir.
Não me lembro como é ter um sonho realizado
Como é bom ter alguém ao lado
Como é bom ter o que “sentir”.
Não me lembro das risadas espaçadas
Não me lembro do coração acelerado
Batia fora de ritmo, descompassado
Pela voz que ouvia durante a madrugada.
Não me lembro de nenhum motivo que me empurra a andar
Que me guia
Não me lembro de nada que hoje possa preencher
Minha alma vazia.
Não me lembro de ter pedido tantos problemas
Nem me lembro de o porquê nunca encontrar a solução
Não posso ter uma existência serena?
Por que todos os dias, para uma pessoa diferente, tenho que pedir perdão?
Não me lembro de receber nenhuma desculpa
Por alguém ter me feito sofrer
Por algo que eu luto, de repente perder
Por transformar pouca tristeza em muita.
Não me lembro mais do amor
Nem de ele ter entrado algum dia na minha vida
Sem ter resultados, já estou de partida
Não me lembro de levar nada comigo, além de lembranças e dor.

Kelly Christine

8 de nov. de 2011

Triste Fim de Um Coração...

Se acalma coração...
Não adianta mais tanta agitação!
Não adianta bater desesperado
Tentando suportar mais do que é suportado
Para fugir da solidão.
Se cala coração...
Fique quieto aí, na sua prisão!
Esconda mais uma vez seus sentimentos
Revelados em má hora, em maus momentos
Presenteados com um “não”.
Se esconda coração...
Não tem mais como pedir perdão!
Tantos erros inconseqüentes
Tantos motivos incoerentes
Para perder mais uma vez da razão.
Se flagela coração...
Se tortura com tantas lágrimas em vão!
Pensamentos que te trazem para perto
Hoje ausente, amanha incerto
Sem espaço para mais uma decepção.
Se mate coração...
Acabe com o seu sofrimento sem nenhuma explicação!
Pare de bater, admita a si mesmo a verdade
Perseguir a vida toda, à procura da felicidade
Quando foi privado de toda a emoção.

Da guerra eu parti; sem motivo aparente tudo abandonei
Embora a vontade de ficar fosse grande, da lembrança de tudo que abdiquei
Nada adiantou,em nome do amor de tudo abri mão
Para ganhar em troca a morte, do próprio coração...

Kelly Christine.
Razão: até quando me apunhalarás? Até o dia que darei crédito as suas palavras, abandonarei os meus sonhos e minha fé e admitirei a mim mesma que a resposta da minha infelicidade está em mim?

26 de set. de 2011

Entre a Cruz e a Espada...

E os sonhos da alma, que me acompanham mais um dia...
Secos, como flores esquecidas no canto do jardim,
Significam apenas pra mim
Que as coisas podiam ir além da poesia.
Carregar o coração, entender a alma
Às vezes conhecemos as pessoas nas horas erradas
O destino pregando peças, desvendando ciladas
Se afogando em uma depressão de calma.
Uma noite, bastou uma noite apenas,
Um maço de palavras, uma sombra no olhar,
Idéias na minha cabeça querendo gritar,
Diminuindo ainda mais, a alma já pequena.
Eu não precisei fingir o meu sorriso,
Nem te esconder a minha agonia,
De viver mais um dia,
Juntando em mim, os pedaços que preciso.
No entanto, carpindo minha dor fiquei
Uma noite sem inspiração
Pensativo o coração
Pondera amar, mais do que já amei.
Aquele olhar já tem dono, e teu peito tem morada,
Uma madrugada inteira diante dos olhos a passar
Uma vida toda mais uma vez a esperar,
Absorvendo entre lágrimas cada palavra.
Vida... Para onde me levaste agora?
Me deixou entre a cruz e a espada,
Depois de uma longa caminhada,
Que destino me deste, além da dor que me espera lá fora?
O sonho de cristal brilhou.
Iluminado, puro e sincero,
O coração ingênuo se entregou sincero,
E mais uma vez, se quebrou.
O instante de chegada se mistura com a partida
Não quero mais insistir em viver
Se for para só caminhos espinhosos percorrer
Desisto mais uma vez do que chamo de vida.
A palavra: que poder perigoso possui
Em instantes, te leva da ruína e ao apogeu
Tira tudo de você, antes mesmo de chamar de ‘meu’,
E não dá chances para mostrar para que vim e porque fui.
Então, que escolha tenho?
Desejo a você o melhor, boa sorte!
Amigos acima de tudo, para a vida e para morte
Nem cheguei e já disse adeus. Por que o coração está tão pequeno?

Kelly Christine

16 de set. de 2011

Retratos de Mim...

Entenda-me:

Quando fico em silêncio...
É o momento que eu mais preciso de ti para falar!
Quando eu pareço ainda mais triste...
É o momento que eu mais preciso do teu sorriso para me alegrar!
Quando quero ficar sozinha...
É o momento que eu mais preciso da tua companhia!
Quando quero discutir e brigar...
É o momento que mais preciso da tua compreensão!
Quando desisto dos sonhos...
É o momento que eu mais preciso da tua força para prosseguir!
Quando não acredito mais no amor...
É o momento que eu mais quero que me ames e me faça acreditar novamente!
Quando duas lágrimas me saltarem aos olhos...
É o momento que eu menos preciso de perguntas e mais do teu abraço!
Quando não tiver mais forças para suportar e jogar tudo para o alto...
É o momento que eu preciso ser carregada no colo por ti!
Quando eu escrevo...
É o momento que eu mais quero que leias e tente me compreender!
Quando te deixo livre...
É o momento que eu mais quero que se prenda a mim!
Quando te digo “adeus”...
É o momento que eu mais quero que me segure e diga “fica comigo”!
Quando eu não te pedir nada...
É o momento que você vai saber que eu preciso de tudo teu!
Quando te digo “seja feliz, mesmo se não for ao meu lado”...
É o momento que eu mais quero que perceba: quero que sejas feliz COMIGO!
Quando o meu olhar cruzar com o seu sem dizer nenhuma palavra...
É o momento que você terá certeza que o meu amor por ti é real!
Quando o mundo deixar de existir...
É o momento que você saberá que deixei de pensar em você!
Quando acabar de ler...
É o momento que saberá tudo sobre mim, porém tarde demais!




Quando achar que é tarde demais...
É o momento que irá descobrir que estive esse tempo todo esperando por você.

Kelly Christine

11 de ago. de 2011

Pessoas Especiais...

Pessoas especiais são raras...
Elas entram na nossa vida devagar, como quem não quer nada, de repente se tornam parte fundamental da nossa existência.
Não são todos os dias que acontecem.
Às vezes, desejamos tão ardentemente que as coisas mudem, que nos esquecemos de olhar a nossa volta, e ver que, existem essas pessoas especiais.
Elas chegam de repente. E podem partir de maneira inesperada caso não se sintam necessárias.
Eu tive o coração partido repetidas e seguidas vezes. A última grande mágoa me deixou tão arredia em questão a sentimentos, que eu tinha perdido completamente a esperança de amar novamente. As lágrimas ainda estavam sob os olhos, um olhar meio perdido, meio sombrio. Uma tristeza permanente num semblante desprovido de sorrisos.
Foi num dia como qualquer outro.
O instante mágico aconteceu. Sem eu perceber, sem pedir, sem orar. SEM QUERER.
Pessoas especiais são raras...
Se fazem presentes, se fazem serem notadas. Se tornam ainda mais especiais.
Entrou devagarzinho na minha vida e já faz tantas mudanças significativas. Foi, e está sendo um trabalho de paciência. Uma paciência de relojoeiro: com amor e dedicação, está juntando e ‘colando’ os milhares de pedaços em que o meu coração se transformou ao longo de tantas decepções. Dando forma, tentando deixá-lo novo. Levando luz, onde só se enxergava escuridão. Arrumando uma bagunça que eu já tinha me conformado em deixar do jeito que estava. Fazendo isso, só pelo fato, de ser uma pessoa especial.
Pessoas especiais são raras...
Mas não deixam de serem pessoas. Ciumento, desligado, pavio curto. Sim, todas as pessoas têm defeitos. O que as tornam ainda mais especiais, pois cada pessoa é única, individual. Quando amamos as pessoas, amamos até mesmo os seus defeitos, pois são eles que deixam as qualidades ainda mais especiais.
Eu jamais serei capaz de retribuir o carinho e a dedicação com que tem tentado pacientemente arrumar a “bagunça” interna que fizeram em mim. No que depender de mim, podes contar sempre comigo, sempre que precisar.
Se for pra chorar, que choremos um no ombro do outro.
Se for pra rir, que seja um para o outro, ou um do outro.
Se for para enfrentarmos os problemas que nos cercam, que busquemos forças, entrelaçando os dedos e andando lado a lado.
Se for para sonhar, que possamos dividir o mesmo olhar, na mesma direção.

Eu só pedi para Deus mais uma chance de ser feliz.
Ele fez melhor, e colocou você no meu caminho.
Que Ele te mantenha aí do meu lado por muito mais tempo.

s2

Kelly Christine

14 de jul. de 2011

O que restou do Anjo...

E quando tudo parece estar perdido
A esperança, os sonhos, a poesia
A vontade de viver mais um dia
Abandona esse anjo caído.
Eu não sou dona do seu sorriso
Não sou dona do seu abraço
Queria fazer o que fosse preciso
Porém nem minha própria sorte eu mesma faço
Te presenteei com o meu coração
Dediquei somente a ti minha alegria
Tens toda minha atenção
Para te aquecer nas noites frias
Não ganhei o seu carinho
Percebo a rejeição do seu olhar
Prefere a solidão (estaria mesmo sozinho?)
Do que me dar uma chance de amar
Perdendo noites de sono
Vejo no espelho o rosto banhado em lágrimas
Para não deixar a fé no abandono
Preciso completar a parte que me falta.
Enquanto sigo amando você
Ele continua apenas gostando de mim
Faço o impossível para perceber
Que as coisas podem mudar sim.
O anjo feio mais uma vez rejeitado
Se condena apenas na terra ficar
O olhar frio, o coração calado
Me pergunta se valeu a pena amar
Fito as pessoas e as vejo sorrir
O anjo que toca os corações, o dom da palavra a manifestar
Que trás a alegria e vê o seu coração a fugir
Recolho os pedaços que restaram
O amor continua lá, no mesmo lugar
A tristeza e a solidão ao invés de ir, ficaram
Arrancando do anjo as asas que queriam voar
Eu não pedi para você o amor
Queria apenas te amar
Mas também, não queria sentir a dor
De quem vai embora querendo ficar
Eu sou o anjo que nada vê
As asas dos meus sonhos, pelo caminho ficaram
Por vontade minha, entreguei meu coração a você
E as lágrimas que os ventos levaram
Não ficarei, pois sei que não é a mim que quer
Partirei mais uma vez, dando voz a razão
Seguirei meu caminho, um destino qualquer
O anjo feio sem asas, e agora, sem coração...

Kelly Christine