7 de out. de 2014

Mais ou menos...

Um sorriso mais ou menos,
Um sonho mais ou menos,
Uma vida mais ou menos,
Com amigos mais ou menos,
Cercada de gente mais ou menos,
Num emprego mais ou menos,
Com um salário mais ou menos,
Sendo feliz mais ou menos,
Sendo triste mais ou menos,
Atitudes mais ou menos,
Esperanças mais ou menos,
Pra continuar assim
Seria melhor calar mais,
Falar menos,
Sorrir mais,
Chorar menos,
Viver mais,
Questionar menos,
Entretanto, o que ganhamos,
É se conformar mais,
E reclamar menos,
Se isolar mais,
Desabafar menos,
Silenciar mais,
Chorar menos,
Emprestar sorrisos aos demais
E amar menos.
Bem menos.


Kelly Christine.

3 de out. de 2014

Minhas Músicas Preciosas...[The Fault in Our Stars]

O filme é “A Culpa é das Estrelas”.
A música é do Ed Sheerman.
Quando eu vi esse filme, baseado no romance homônimo de John Green, me debulhei em lágrimas.
Uma maneira sutil, de saber que a vida é tão frágil.
Histórias de amor verdadeiro são fugazes.
Eu vi e revi esse filme algumas vezes.
Separei um trecho, que se encontra no filme e no livro, que descreve o quão bonito e maduro pode ser o amor quando assim, condicionado a terminar a qualquer momento, e no entanto, eterno enquanto durar. O discurso fúnebre que acho que qualquer pessoa gostaria de receber, mesmo não estando presente.


De Hazel para Gus:
"(...) Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso."

Obrigada, Hazel Grace, Augustus Waters e John Green.
Vocês me ensinaram algo que sei que não terei, mas não é impossível de acontecer.

Esse é o problema da dor: ela precisa ser sentida.

Indico livro, filme e trilha sonora. Segue uma das músicas, que se tornou uma das minhas favoritas.

Okay?




2 de out. de 2014

Celebração...

Um brinde ao esquecimento quando acontece
E à lembrança quando não adoece.
Um brinde às nossas mágoas e sofrimentos,
Nossas escolhas erradas, nossos passos incertos.
Vamos brindar.
A todas às vezes que tivemos o coração partido,
Todas as pessoas que esqueceram que somos feitos de carne, não ferro,
Todas as palavras duras ditas sem pensar,
Todas as palavras difíceis ditas e pensadas.
Celebremos.
Ao que pensamos que seria melhor e não foi,
As mentiras que nos moveram à frente,
As promessas deixadas pra trás.
Ao sorriso apagado,
Ao olhar triste.
Deixemos de lado tudo o que nos motivou,
E celebremos o que nos derrotou,
Um ‘viva’ às taças que transbordam de lágrimas,
Derramadas por uma causa perdida,
Relembrando uma vida inteira sofrida,
Pelo amor dedicado em vão,
Pelo vazio permanente no coração,
Um brinde.
Aos sonhos quebrados,
A frustração instaurada,
A alegria ausente,
Àqueles que se vão.
Meus parabéns à dor.
Ao contrário do amor,
Está sempre presente.



Kelly Christine

27 de ago. de 2014

Inverno Inverso...

E se passou mais um inverno de minha vida.
Me senti em pleno rito de passagem desta vez.
Foram dias bons, é verdade.
Recheados de lembranças antigas,
Repletos de desejos futuros.
Pela primeira vez, em muitos anos, fiz uma retrospectiva de toda minha existência.
Um balanço das coisas que aconteceram.
Erros, acertos, acertos e erros.
Eu me sinto completamente diferente do que eu era antes.
Até minha essência mudou.
Mudaram tantas coisas, por dentro, por fora,
Difícil chegar a alguma conclusão.
A única certeza, de que tenho,
Essa evolução constante,
Essa metamorfose ambulante,
Ainda perdurará por muito tempo em mim.
E que venham outros,
Outros invernos inversos.


Kelly Christine
(24/08)

18 de ago. de 2014

Lembranças de um Adeus.

Nem toda dor pode deixar de ser sentida,
Ela precisa ser vivida.
É assim que deve ser.
De amores tristes,
Corações quebrados,
Sonhos inacabados,
Ou ainda por se sonhar.
Mas que tipo de viver procuramos?
A sabedoria inútil da sensação de segurança:
‘Eu já vivi isso antes, sei como acaba.’
Nenhuma experiência é igual à outra
Porém, todas as dores são exatamente iguais.
Lágrimas de par em par,
Invadem as pálpebras de quem não quer mais chorar,
E mesmo sendo forte já não consegue mais evitar,
Estou eu aqui, repetindo a mesma história,
Golpes duros, de quem tem uma memória,
Que nada esquece,
Nada desaparece,
Lembranças de uma vida que já foi embora.


Kelly Christine

28 de jul. de 2014

Viver Assim...

E então se vive assim,
Obrigada a se reprimir,
Se policiando,
Se monitorando,
Representando um papel e estampando uma cara de paisagem que não tem fundamento.
Onde vamos parar?
Seres idiotizados,
Padronizados como a sociedade dita
Coisas sem fundamento então pregadas como verdades,
Verdades ignoradas como coisas sem fundamento.
E lá vou eu vivendo assim.
A esperança é o sentimento mudo,
De um mundo pra lá de absurdo,
Que se dissipa como névoa num dia de verão.
Acalme o seu coração,
Mantenha-o em silêncio,
Deixe-o vazio,
E perceba que o melhor a se fazer
É deixar a vida correr,
Assistindo o que não pode ser mudado,
Mudando o que lhe for ordenado,
E se tornando exatamente aquilo que você deve ser:
O que a sociedade querer.


Kelly Christine

23 de jul. de 2014

Minhas Músicas Preciosas...[29]

A gente pensa muito, sabe.
A gente pensa tanto, que nossos próprios pensamentos nos bloqueiam para tomar novas ações.
O medo que congela.
O novo que assusta.
Esta música entrou na minha vida de uma maneira engraçada.
Pessoalmente eu já tinha ouvido algumas vezes, sem interesse, mas agora, cada palavra, cada verso, faz todo o sentido.
Foi triste ver um cara a tantos mil quilômetros de distância, sem nunca ter me visto ou falado comigo, escrever uma história tão parecida com a minha.
Seriam as pessoas reféns das coincidências, escravas do destino?
Ou todas as histórias de amor tem o mesmo final?
Nunca saberei, mas essa música hoje, representa exatamente como me sinto em relação ao amor: não sinto.
Um silêncio ensurdecedor.
Um silêncio que grita.
Por fim, todas as flores, sem exceções, se viram para o sol.


Kelly Christine