9 de ago. de 2011

Nada restou... nem a Confiança...

Cada ser é individual.
Suas particularidades, suas qualidades, seus defeitos
A vida que carrega no peito
Nunca será igual.
Cada pessoa pensa de uma maneira
Age conforme sua moral
Não fazem tudo pensando apenas no final
Alguns erram, mesmo que não queiram.
Eu me olhava e procurava os defeitos em mim
Tentava entender porque ainda tinha esperança
Eu nem me sentia ‘digna de confiança’
Era o ponto que faltava no meu fim.
Julgue-me, odeie-me, faça o que achar melhor
Falei e falo a verdade apenas
Não importa o quanto me senti pequena
Quando me olhou como se eu fosse a pior.
Eu sempre acreditei
Que dando apenas o que gostaria de receber
Fosse o suficiente para você perceber
Que minhas atitudes estariam além do que te amei.
Eu me enganei: cada humano pensa de uma maneira diferente
Uns me achariam especial, outros apenas comum,
Eu queria ser o motivo único, porém fui só mais um
Na vida que você vive de forma inconseqüente.
Não existem formas para descrever
O quanto as pessoas podem te machucar com poucas palavras
O quanto podem causar tão dolorosas mágoas
Só pelo fato de você dizer a verdade e ele não crer.
Acreditando ou não, eu sei o caráter que tenho, sei o que sou
Tenho milhares de defeitos, mas minha verdade vem em primeiro
Meu amor sempre real, sincero e verdadeiro
Me retrata, magoa, e me coloca hoje onde estou.
Eu guardei pra mim, o sentimento bonito que restou
Em um lugar fundo, onde ninguém mais pode entrar no coração
Nada me sobrou, nem mesmo a ilusão
Dos sonhos bonitos, do sorriso sincero, nada ficou.
Aquelas palavras duras, me sentindo humilhada
Tristeza na alma, feridas que não somem nas lembranças
Nada me restou, nem mesmo a confiança
De quem abriu mão de tudo por você, até mesmo a própria jornada.

Kelly Christine
Defeitos todos temos. Eu amei os defeitos, porque sumiam diante das qualidades, mas não soubes amar nada. Sem confiança nenhuma relação sobrevive, por mais precária que seja. Conseguiste deixar ainda mais triste, o que já havia mergulhado em escuridão...

8 de ago. de 2011

Esperança...

Depois de uma grande tempestade, surge o sol.
Depois de um longo dia de ações erradas, um novo dia para redenções virá.
Depois do sofrimento, o alívio.
Depois da solidão, a companhia.
Depois do sacrifício, a recompensa.
Depois de uma árdua luta, a vitória.
Depois da insistência, o reconhecimento.
Depois de tudo na sua vida dar errado, uma luz surge para mostrar o caminho certo.
Basta de decepções.
Chega de promessas vazias e mentiras sem cabimento.
É chegada à hora de você brilhar.
De o sorriso ofuscar a visão.
De o coração pular em nome do que acredita.
É chegada a hora de todo o céu conspirar ao seu favor.
Todos tem direito ao amor, à vida, a esperança.
Dias melhores não virão.
Já estão acontecendo.
Olhe a sua volta.
Entregue o seu coração, sem medo, a quem quer cuidar com carinho e ternura.
Se permita sonhar mais uma vez.
Chorar sim, mas em nome da sua felicidade, dos seus sorrisos.
Se permita mais uma vez,
Em nome do que é mais importante para você:
Você mesmo.
Acreditar em si mesmo, é amar a única pessoa que fará os seus sonhos possíveis.
Se for para surgir um novo arco-íris na minha vida, depois da tempestade que devastou tudo... Que seja em nome do que me é mais precioso:
O Amor.
Deixarei ele vencer de novo.

Kelly Christine.

5 de ago. de 2011

Já que não soubes me amar...

Finalmente o amor me deixou.
No peito pulsa, apenas o sangue que mantém a vida
Lembranças, dores e feridas
Tudo para trás ficou.
Ansiava desesperadamente para tudo acabar.
Você não voltou... Por que voltaria?
Para completar uma vida solitária e vazia?
De alguém que não soubeste amar?
Nada no começo faz muito sentido,
Eu acabo me acostumando com a solidão.
Venci as batalhas do meu coração,
Que na tentativa de ter o amor multiplicado, acabou dividido.
Fechei as portas que estavam sempre abertas
Esperando você entrar.
Mas se não queria ficar,
Por que ainda tornou minha esperança incerta?
Lutei bravamente pelo meu destino
Que nada fez por mim daquilo que prometeu
Que me jogou no inferno, sem me levar ao apogeu
Que tirou os sonhos do coração menino.
Fim da jornada. Tudo tem valor, menos eu.
Seus bens, seus amigos, o futebol.
Perdida, como marinheiro sem farol
Procurei refúgio, descrente como um ateu.
Duras críticas da razão eu ouvi:
“Ele não te ama, ele não te quer!”
“Pra ele você não é real, pra ele você não é mulher!”
Matando aos poucos o sentimento que eu nutri.
Hoje, sustento um vazio no olhar.
Abracei livremente a escuridão,
Que tirou as asas dos sonhos e me entregou a solidão
Tudo porque não soubeste me amar.
É quando você percebe que foi tudo em vão,
Quando se doa o melhor em você
O corpo, a alma sem medo do que vai acontecer,
E recebe em troca cicatrizes no coração.
Você foi embora sem olhas para trás. Então adeus.
Não sentirei saudades do que não tive,
Não lamentarei o amor que já não mais vive,
Apenas tenha certeza que me perdeu...

Kelly Christine

4 de ago. de 2011

Apenas... Real.

A realidade é esta mesmo: dura.
Fria como o gelo, e o olhar de quem a encara.
A realidade como você a vê: nada mais que te iluda
Nada te mostra sutilmente, a razão descobre tudo com violência.
Real. Apenas real.
Conviver todos os dias,
Com aquilo que o seu coração quer esconder, com medo do sofrimento
A realidade que não muda porque você quer
A realidade que não muda porque você precisa
A razão... Tão companheira da realidade
Dá voz ao que os sonhos querem calar
Destrói a esperança de quem crê no amanhã
É a meta dos incrédulos, e o motivo dos insensíveis,
O pesadelo dos sonhadores, a tristeza dos apaixonados
A realidade... Nua e crua mesmo que você não a aceite.
Ela esfriará o seu coração
Calará os seus sonhos
Te afogará em lágrimas
E não moverá um único dedo ao seu favor.
Pois a realidade é esta:
Doa a quem doer.
Digam o que quiserem
Ela continuará no mesmo lugar:
Firme, fria, isenta de sentimentos
Apenas... Real.

Kelly Christine

3 de ago. de 2011

Pena que Não Foi Real...

O sonho realizado.
Os problemas resolvidos.
O sorriso de ponta a ponta das orelhas.
Pena que não é real.
O amor correspondido
A pessoa certa, no momento certo
A família reunida com o calor do afeto
Pena que não é real.
Vencer a guerra pelo que se acredita
Quebrar as barreiras que te limitam
Isentar o mundo do ódio e do rancor
Pena que não é real.
Viver eternamente a alegria
Felicidade de verdade, não utópica
Deixar voar o que a imaginação deu asas
Pena que não é real
Ter você de volta
Feliz e para sempre meu
Apaixonado, carinhoso e lindo
Tudo que eu sempre sonhei
Durou apenas uma noite.
Que pena que não foi real...

Kelly Christine.

Se eu sonhei... você não precisava me acordar... com o grito da razão, nem com a realidade que fere.

A Lenda de Psiquê.

Não só os mortais sofrem por amor. Segundo a Mitologia Greco/Romana vários deuses e semideuses se entregaram a essa busca desenfreada por aquilo que chamamos de amor. Sofrimento, lutas, lágrimas. Só damos valor quando perdemos tudo. Por quê?
Confiram a lenda de Psiquê, uma das deusas com quem eu mais me identifiquei. Nessa história vi toda jornada que enfrentamos sempre: perder, lutar, vencer. Seria bom se todos nós tivéssemos a mesma determinação em busca do que acreditamos.


Psiquê era uma bela mortal por quem Eros, o deus do amor, se apaixonou. Tão bela que despertou a fúria de Afrodite(Venus), deusa da beleza e do amor, mãe de Eros - pois os homens deixavam de freqüentar seus templos para adorar uma simples mortal.
A deusa mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais monstruoso existente. Mas, ao contrário do esperado, Eros acaba se apaixonando pela moça - acredita-se que tenha sido espetado acidentalmente por uma de suas próprias setas.
O rei, pai de Psiquê, cujo nome é desconhecido, preocupado com o fato de já ter casado duas de suas filhas, que nem de longe eram belas como Psiquê, quis saber a razão pela qual esta não conseguia encontrar um noivo. Consulta então o Oráculo de Apolo, que prevê, induzido por Eros (Cupido), ser o destino de sua filha casar com um ente monstruoso.
Não sabendo que se casaria com Eros, e acreditando estar casada com um monstro, pois o deus do amor não lhe aparecia e, quando estavam juntos, ficava invisível, Psiquê demonstrava felicidade, pois conhecera os prazeres do amor, nas mãos do próprio deus do amor. Este, por sua vez, não podia revelar sua identidade, pois assim, sua mãe descobriria que não cumprira suas ordens - e apesar disto, Psiquê amava o esposo, que a fizera prometer-lhe jamais tentaria descobrir seu rosto.
Sentindo saudades das irmãs, a bela jovem pediu para ir ao encontro delas. Diante da insistência da amada, Eros a advertiu da alma invejosa das mulheres.
As duas irmãs foram, enfim, levadas. Inicialmente demonstrando pena do triste destino da sua irmã, mas vendo-a feliz, com mais luxo e conforto que elas, foram sendo tomadas pela inveja. Descobriram então, que Psiquê nunca tinha visto a face do marido. Disseram ter ouvido falar que ela havia se casado com uma monstruosa serpente. Então lhe deram a idéia: à noite, quando este adormecesse, tomasse de uma lâmpada e uma faca: com uma mão iluminaria o seu rosto; com a outra, se fosse mesmo um monstro, o mataria.
Psiquê resistiu os conselhos das irmãs o quanto pôde, mas o efeito das palavras e a curiosidade da jovem tornaram-se fortes. Colocou o plano em execução: Após perceber que seu marido dormia, levantou-se tomando uma lâmpada e uma faca, e com a luz voltada ao rosto de seu esposo, pronta para matá-lo.
O que viu, surpreendeu Psiquê: admirada com a beleza de seu marido, deixou pingar uma gota de azeite quente sobre o ombro dele. Eros acorda - o lugar onde caiu o óleo fervente de imediato se transforma numa chaga: o Amor está ferido.
Percebendo a intenção da esposa, Eros se sente traído e foge, gritando repetidamente: “O amor não sobrevive sem confiança!”
Psiquê fica sozinha, aos prantos lamentando seu erro, no imenso palácio.
Precisa reconquistar o Amor perdido.
Eros voa pela janela e Psiquê tenta segui-lo, cai da janela e fica desmaiada no chão. Então o castelo desaparece. Psiquê volta para a casa dos pais, onde reencontra as irmãs invejosas, que fingem sofrerem as mesmas dores da irmã. Acreditam que o lindo Eros, solteiro, as aceitaria e seguem em direção ao belo palácio. Chamam por Zéfiro e, acreditando estar seguras pelo mordomo invisível, se jogam e caem no precipício.
Psiquê começa sua jornada durante noite e dia, sem descanso nem alimentação. Avista um belo templo no alto de uma montanha e acreditando encontrar lá seu amor, escalou a montanha. Ao chegar no topo, depara-se com montões de trigo, espigas de milho, cevada e ferramentas, todas misturadas e ela os separa e organiza. O templo pertencia à deusa Ceres (Deméter), grata pelo favor da bela moça, como retribuição lhe dá um conselho: para reconquistar o marido, primeiro ela precisaria conseguir o perdão da sogra

A Busca pelo Amor
Psiquê vaga pelo mundo, desesperada, até que resolve consultar-se num templo de Afrodite. A deusa, já ciente que foi enganada, e mantendo Eros sob seus cuidados, decide impor à uma sofrida Psiquê uma série de tarefas, na esperança que ela nunca conseguisse concluí-las ou sua beleza se desgastasse na tentativa de terminá-las.Foi então imposto a ela, quatro trabalhos:
OS GRÃOS: A princesa foi colocada num quarto onde uma montanha de grãos de diversos tipos tinha sido misturada. Psiquê devia separá-los, conforme cada tipo, no intervalo de uma noite. A jovem começou a trabalhar, mas, mal fizera alguns pequenos montes e adormece exausta. Durante seu sono, surgem milhares de formigas que, grão a grão, os separam do imenso monte e os reúnem conforme sua categoria. Ao acordar, Psiquê percebe que a tarefa fora cumprida dentro do prazo.
 A LÃ DE OURO: Afrodite pediu então, que a moça lhe trouxesse a lã de ouro do velocino de ouro. Após longa jornada, Psiquê encontra os ferozes animais, que não deixavam que deles se aproximassem. Uma voz surge de juncos num rio e a aconselha: ela deve procurar um espinheiro, junto a onde os carneiros bebem, e nas pontas dos espinhos recolher toda a lã que ficava presa. Cumprindo o que lhe foi dito, Psiquê realiza a tarefa, enfurecendo a deusa.
ÁGUA DA NASCENTE: Afrodite então lhe pede um pouco da suja água da nascente do Rio Estige. Mas a nova tarefa logo se revela impossível: o Estige nascia no uma alta montanha tão íngreme, que era impossível escalar. Levando um frasco em uma das mãos, a princesa cai na escarpa que se erguia à sua frente, quando as águias de Zeus surgem, tomando-lhe o frasco, voam com ele até o alto, e o enchem. O trabalho, mais uma vez, foi cumprido.
BELEZA DE PERSÉFONE: Afrodite percebeu que teria que dificultar ainda mais. Inventando que tinha perdido um pouco de sua beleza por cuidar do ferimento de Eros, pede a Psiquê que, no Reino dos Mortos (o País de Hades), pedisse à sua rainha, [Perséfone], um pouco de sua beleza. A deusa estava convencida de que ela não voltaria viva. A bela jovem vence mais uma vez. Convence Perséfone a encher uma caixa com sua beleza para a Deusa, porém quando está indo de volta a Afrodite, é traída pela própria vaidade. Imaginando que sua beleza havia se desgastado depois de tantos trabalhos, não resiste e resolve abrir a caixa. Cai em sono profundo. Eros, já recuperado de seu ferimento, vai ao socorro de sua amada, devolvendo o conteúdo para a caixa, despertando Psiquê. Ordena-lhe então que entregue a caixa à mãe dele.
Enquanto Psiquê entrega a caixa a Afrodite, Eros vai a Zeus e suplica que lhe ajude a ficar com a amada. Zeus concede esse pedido e consegue a concordância de Afrodite. Hermes leva então Psiquê ao Templo Celestial e Zeus a torna imortal. Juntos finalmente, Psiquê e Eros vivem a felicidade eterna.
Em grego "psiquê" significa tanto "borboleta" como "alma". Uma alegoria a imortalidade da alma, como a borboleta que depois de uma vida rastejante como lagarta, flutua na brisa do dia e torna-se um belo aspecto da primavera. É considerada a alma humana purificada pelos sofrimentos e preparada para gozar a pura e verdadeira felicidade.

1 de ago. de 2011

Volta Pra Mim?

É possível um grande amor se perder?
É possível deixar um sentimento desses morrer?
A razão cala, enquanto o coração quer gritar,
Transformando em dias, as horas que estão a te esperar.
Parece que foi ontem que se afastou de mim.
Parece que foi ontem, o começo do meu fim.
Os olhos, depois de tanto tempo, ainda continuam a chorar.
No peito humilde, aquele que bate e continua a te amar.
Memórias e pensamentos me questionam alguns porquês,
Por que o meu amor insiste em te querer?
Por que é por você que os meus sonhos teimam em fluir?
Por que continua sendo o motivo de ainda tentar sorrir?
Tu me deixaste com o coração na mão
Lágrimas nos olhos, esperanças ao chão
Sorriso perdido nas lembranças se desfaz
As promessas que ainda pedem o ‘nunca mais’.
O olhar que almeja tanto você por perto,
Enfrenta as dores, deixa o futuro incerto,
Esperança, um fio frágil rompido pelo silêncio das tuas palavras,
Que traem a confiança de quem enfrentou o frio de uma solitária jornada.
Um grito dentro do peito torna difícil respirar,
“Amo você! Volta pra mim? Deixa eu te amar?”
Deixa eu cuidar de você além do que o destino te prometeu
Deixa eu te mostrar que ninguém te ama mais do que eu
As palavras morrem na garganta, o pedido humilhado,
Os olhos desejando que você perceba, o que o coração grita calado,
Não há mais sonhos, nem esperanças,
Pequenos momentos se tornando grandes lembranças.
As pessoas me julgam, por me deixar levar demais pela emoção
Por eu sempre priorizar o meu coração
Aquele que te leva à ruína, só te traz sofrimento
Aquele que se sente Senhor do seu tempo.
Meus caros, enquanto houver vida em mim, o amor sempre vencerá.
Enquanto houver lágrimas e esperança, eu irei lutar!
Aqui dentro está, a alma de uma guerreira,
Que hoje quer de volta o impossível e tem a tristeza como companheira.
Não me importa o que as pessoas irão pensar,
Não importa a humilhação nem como irão me julgar,
Sei apenas como acabar com o fim do meu fim
O pedido humilde, do coração apaixonado que suplica: “VOLTA PRA MIM?”

Kelly Christine