3 de abr. de 2013

Dor & Silêncio.


Qual valor de um sonho?
Quanto tempo precisa para se esquecer do amor?
Tantas coisas a pensar. Tanta dor a suportar.
O silêncio é um companheiro nem sempre desejável. Às vezes ele se torna a única opção para quem não tem mais nada ou ninguém para fazer companhia ou ouvir seus problemas.
Um olhar.
O olhar que dura apenas uma fração de segundo e pode destruir as esperanças de uma vida inteira.
Parece que as coisas não mudam.
Mas seria só pra mim?
Eu ficarei com a certeza de que as coisas não mudarão. Nunca mais.
Tive a vida destruída, o coração despedaçado.
Nada disso tem importância mais.
O passado não pode ser alterado.
O futuro não depende só da minha vontade.
E o presente é dor e silêncio.
Eu sei que ainda há amor em meu coração partido.
Eu sei que ainda há sonhos em mim.
Mas depois de tantos anos de resistência e luta, sem nenhum resultado além de lições amargas, eles simplesmente sumiram.
Não sei se morreram. Não sei se partiram.
Só sei que agora estou aqui mais uma vez sozinha.
Com dor e em silêncio.

Kelly Christine


26 de mar. de 2013

Não insista.


O maior defeito das pessoas é dar valor ao que se vai.
A gente corre atrás,
Faz de tudo para as coisas voltarem a ser como eram antes.
Elas nunca voltarão a ser como eram antes.
Aliás, elas nunca voltarão.
Aceite esse fato.
Admita a si mesmo: você perdeu.
A culpa é única e exclusivamente sua por ter perdido.
Tenho me sentido assim.
Eu erro, sem dúvidas. Errarei por muitas vezes ainda.
Não o mesmo erro.
Errar a primeira vez pode ser uma fatalidade. A segunda já é uma escolha.
Eu terei que aceitar o fato que não posso acertar sempre. Talvez nunca.
Como tem sido difícil lidar com a dor.
Lidar com o vazio, com a solidão de dias que parecem anos dentro de 24 horas.
Nunca mais terei as palavras de carinho que eu tinha antes.
Aceite!
Nunca mais é muito forte, mas é real.
Não adianta chorar sozinha no escuro agora.
Sentir o peito arfar, soluçar até dar sono.
Nada disso vai trazer o que você tinha antes.

Sonhos são realmente incríveis.
Mas não duram o quanto queremos e não se vão com a nossa vontade.
Acabam quando menos se espera.
E se vão.
Sim, eles não voltam.
Aceite.

Kelly Christine

17 de mar. de 2013

Minhas Músicas Preciosas...[22]


Uma música.
Uma vez mais me diz o que eu queria tanto,
O que o coração deseja tanto,
O que a alma grita! Presa ao silêncio de minhas palavras...
Como diz meu amigo Igor... é a música falando uma vez mais por mim.
E quantas vezes ela fala? Acho que todas. De todas as situações da minha vida.
Está aí. Com vocês, minhas músicas preciosas deste mês. Mais uma vez falando por mim...




I want you here... with me.

Eu fiquei com o silêncio...


E eu fiquei com o silêncio.
Fui deixada para trás,
Pedaços de mim espalhados pelo chão,
Sem ter um motivo, nenhuma razão,
A dor da mágoa uma vez mais.
E eu fiquei com o silêncio.
A cabeça baixa, os passos tristes,
Vagando pelas ruas, solidão,
Tentando confortar o inconfortável coração,
Explicam que todo o sonho não existe.
E eu fiquei com o silêncio,
Era tão difícil me amar,
Cuidar de mim,
Me animar,
Ficar ao meu lado,
Iria no fim atrapalhar,
Os planos de quem deseja continuar,
Sem a preocupação
De quem pra trás irá ficar.
E eu fiquei com o silêncio,
Eu não tinha a força,
Eu não tinha o apoio,
Junto a mim, a respiração,
Não perdoa, não há mais perdão,
Dentro de mim, memórias,
Dias de luta sem nenhuma glória,
Não há mais nenhum consolo.
Cada vida ficou com o seu caminhar,
Cada par de pés escolheu uma direção,
Um foi em busca de um sorriso,
Outro foi em busca de sustentação,
E eu?
Só diminuindo...  Sem apreço
Não busco o fim, não há recomeço,
E eu... Eu fiquei com o silêncio...

Kelly Christine

14 de mar. de 2013

Derrota.


Eu olho dentro de mim mais uma vez.
A mesma sensação do vazio voltou.
A sensação de estar atrapalhando, de ser um anexo que precisa sair.
A sensação de não servir mais.
Eu estou aqui, mais uma vez.
As lágrimas, de par em par, descem pelo rosto sem esperanças.
Eu sonhei tanta coisa. Não adiantou nada.
Eu lutei para que as coisas dessem certo.
Fiz meu papel, corri atrás, lutei, briguei.
Por fim, fui derrotada.
Por quem? Pela coisa mais difícil de lutar: a realidade.
Ela usa tudo contra você.
Até mesmo quem você achava que estaria lá pra te apoiar.
Eu perdi.
Foram como dizia a música: dias de luta.
Não me sobrou nem a glória.
Desejo de todo o meu coração que sejas sucedido no que escolheu como caminho a trilhar.
Eu? Fico aqui. Existe o limite até onde posso ir.
E desses planos, eu não faço parte.
Tarde demais para começar de novo.
Só eu não tinha percebido, que pra mim, não haveria uma segunda chance.
Eu? Com todas as minhas limitações, problemas e derrotas pessoais.
Sério que eu pensei que poderia ser diferente?
Eu fui tão tola.
Mas a vida é assim. Tenho que agradecer por ter aprendido, pela enésima vez,
Não é que a grama do vizinho é mais verde,
Ou a felicidade que é mais generosa com as outras pessoas.
Eu simplesmente, não sirvo pra ninguém.
E as escolhas e consequências delas me condenaram a vida que tenho.
O destino pode ser modificado. Desde que seja primeiramente aceito.
Eu relutei muito em aceitar, e queria mudar logo de cara.
Não dá. Nunca deu.
Abaixei minha cabeça,
Fechei os olhos.
Deixa essa amargura escorrer em silencio pelas lágrimas que ensopam os dedos agora.
Engula sozinha essa dor. Se consuma por dentro.
Pois a única ajuda que receberá é justamente da única pessoa que tens agora: eu mesma.

Kelly Christine

"... E o espelho se quebrou de lado a lado.
A maldição se abateu sobre mim."

Agatha Christie

22 de fev. de 2013

Seguindo...


Ei, deixa eu te falar.
Enfrentei tantas coisas pra chegar até aqui,
Nunca desisti de lutar.
Por muitas vezes enfraqueci,
Mas sempre continuei a andar.
Me apoiando silenciosamente em pessoas eu sofri,
Sem nunca questionar.
Hoje, eu não consigo pedir,
A ajuda para continuar.
Tentando não desistir,
Tentando não deixar de tentar.
Palavras secas morrem na garganta,
Sem querer estou a me calar.
Sei que realmente não adianta,
Eu evito gritar.
A dor que o meu peito alavanca,
Me impede de revidar.
Vida, não desista de mim agora,
Eu preciso ter forças pra esperar.
Pelos meus sonhos que deram tanto trabalho,
Ainda posso realizar.
Aquilo que me foi roubado,
Aquilo que deixei passar.
Priorizando tudo que não me pertencia,
Estava ali sempre a ajudar.
Quem nunca me viu além de apoio,
Hoje está a me ignorar.
E eu continuando aqui, vivendo um sonho.
Sem saber se conseguirei continuar.
Ocultei meu riso, e calei meu choro.
Fiz da alma, barco solitário a navegar.
Olhando o céu, filosofando,
Músicas pelos meus ouvidos, desfilando.
Continuo incerta a caminhar.

Kelly Christine

14 de fev. de 2013

A ajuda que só atrapalha.


Era uma vez uma garota. Que só sabia ajudar as pessoas.
Esquecia de si mesma. Seu mundo, seus problemas, suas dores. Tudo sempre em segundo plano.
Sempre prestativa, ouvinte, conselheira, auxiliadora, pró ativa.
Sempre os outros. Sempre eles.
Nunca a si mesma.
Era uma vez uma garota que via dia após dia seu mundo ruir. O silêncio, único e fiel companheiro, era também o único que não a abandonava.
Porque o mundo é duro e implacável.
Porque as pessoas são cruéis.
Podia sempre estar ali quando gritassem, chorassem, esperneassem.
Ela estava sempre ali.
Calada, prestativa, conselheira.
Um riso amigo, uma piada que animava.
Ninguém era capaz de ver o inferno que queimava em seu peito. Nem todo o sofrimento que a torturava em silêncio.
Era uma vez uma garota que só sabia ajudar as pessoas.
As mesmas pessoas que reclamavam de todo seu esforço em vão.
As mesmas pessoas que só lhe retribuíam com ingratidão.
Nada nunca estava bom o suficiente para estas mesmas pessoas.
Ela, não podia gritar e pedir ajuda. Ela não podia reclamar.
Ela nada podia.
Porque o mundo é duro e implacável.
Porque as pessoas são cruéis.
Era uma vez uma garota que só sabia ajudar as pessoas.
Que morreu em silêncio afogada na própria dor.
Tentando ajudar as mesmas pessoas que lhe pagavam com a ingratidão.
Fim.

Kelly Christine