13 de set. de 2011

Saudades...

Saudades...
Palavra conhecida apenas na língua portuguesa, sentida mundialmente.
É sentir falta daquilo que não te se tem,
É querer por perto aquilo que não se vê.
Saudades...
Pesadas correntes que arrasto pela casa inteira chamando seu nome, sem resultados.
Sentimento de impotência diante da realidade que flagela o coração sonhador.
Saudade é mais cruel que o ódio, mais triste que a própria tristeza,
É quando as palavras não encontram seu destino,
Não encontram sentimentos
Não encontram você.
Saudades...
É possível sentir falta do que não se conhece?
E quem disse que não conheço?
Uma noite fria e chuvosa foi capaz de trazer alguém especial
Agora mais noites,
Mais frias,
Nenhum sinal.
Saudades...
Apaga do peito essa pergunta e essa dúvida que carrego em mim
Me tire as esperanças, me cale a voz, não me dê coragem
Para esperar o sonho de uma noite voltar.
Saudades...
Por quanto tempo mais arrastarei as correntes que me prendem ao passado?
Que as notícias venham e me libertem
Ou pelo menos me condenem a solidão e ao esquecimento.
Melhor sofrer por alguém que se foi
Do que ficar na incerteza do que aconteceu realmente.
Indecisão não combina com amor
Ele sempre sabe o que quer e pra que lado vai.
O meu coração escolheu ficar longe de mim e perto de você.
Saudades...
Ouve minhas preces... E traga de volta o que a noite levou
Ameniza a dor que ficou
Realiza o que o destino me prometeu
E Me devolva o coração que já não é mais meu.

Kelly Christine

A imagem por si já fala.

Dispensa explicações.


Perdão pela resolução da imagem, mas eu queria muito guarda-la aki no blog.
Tem a original na fonte se quiserem ver melhor.

12 de set. de 2011

O Príncipe Desencantado...

O conto de fadas de menina...
Quando todos os nossos sonhos se deparam no principal obstáculo entre a realização e a fantasia: você sonha, almeja mais que tudo aquela pessoa especial, tenta dividir bons momentos com ela, o faz participar da sua vida, mostra o seu mundo pra ela... De repente, ela te vira às costas, quando mais você precisa do carinho e da atenção, do amparo, da força.
Quando você não tem ninguém para enxugar suas lágrimas, quando os problemas surgem e nada pode fazer para impedi-los ou amenizá-los, é sinal que o seu sonho, não passou de fantasia. Quando todo mundo despencar em cima de sua cabeça, e quem está ao seu lado não perceber nada, nem notar que você está ali, suportando uma dor inimaginável sozinha, acredite em mim: os melhores momentos de seu ‘conto de fadas’ não passaram de uma mentira. E a culpa é exclusivamente sua por ter acreditado em uma ilusão que só existiu na sua cabeça.
O sonho da sua vida... Virando um pesadelo. Uma mentira que só acontece quando você fecha os olhos, adormece e se deixa levar...
Amor. Sempre ele. Sempre leva a gente ao céu e ao inferno, dentro de uma mesma pessoa, até mesmo em uma mesma noite. Incrível como ainda matamos e morremos em nome do amor. Poucos, eu até diria mínimos, seriam as pessoas que fariam o mesmo por você. E fariam?
Um amigo meu me dizia assim: a gente só sabe quem está MESMO com a gente, quando a ‘coisa’ aperta. Engraçado... Ele tinha razão. Ver os amigos te deixando numa hora desesperadora já é difícil, pois aí você percebe que não tem amigos, imagine ver quem você mais ama fazendo o mesmo?
Sempre me comprometi com os meus sentimentos. Sempre fui fiel a eles. Por mais difícil que esteja a situação, não mudarei o que sou, muito menos o que faço em nome dos meus sonhos, nem em nome do que acredito. Prefiro sofrer, me calar ao invés de gritar, do que abandonar quem amo na hora que essa pessoa precisa de mim. Se o mundo está cruel e difícil para sonhadores como eu, o mundo que mude, não eu.
Eu farei o que for preciso para te ver sorrindo. Se você não é capaz de fazer o mesmo, a única certeza que me dará é que eu jamais voltarei a sorrir de novo... Até o momento que eu resolver partir... e TALVEZ quem deixará de sorrir será você.
Ame E CUIDE de quem te ama, antes do adeus. Porque amar quem se vai é o mesmo que cantar “parabéns a você” depois que a festa acabou.

Nem todos os príncipes são encantados... Ou nem ao menos... Príncipes.

Kelly Christine.

10 de set. de 2011

Onde Você Está?

Onde você está?
Aquele sonho tão especial
O beijo tão real
Agora se trava em um punhado de palavras.
Procurando noite adentro, virando a madrugada.
Onde você está?
A vida te roubou de mim
Sem começar já teve um fim
Não pude contemplar o teu sorriso mais uma vez
Não pude segurar a esperança que se desfez
Onde você está?
O que fiz de errado?
Para ter te magoado?
Jamais desejei ter o teu coração ferido
Jamais daria motivos para você ter partido.
Onde você está?
Será que de mim sente saudades?
Será que pensa em mim, como penso, cheia de vontade
De correr para os seus braços
Esquecer da procura o cansaço
Onde você está?
Eu ainda tinha tanta coisa pra te dizer
Eu ainda tenho que confessar... Que amo você...
Medo no meu coração, pensando no ‘tarde demais... ’
Medo de não te ver nunca mais
Onde você está?
Ontem minha alegria
Hoje minha agonia
Sem respostas, sem notícias... E a vontade de vê-lo
O sonho se tornando pesadelo.
Onde você está?
Será que eu apenas sonhei?
Na noite mais linda que eu vivi... Delirei?
Não pode ser... Não quero acreditar
Se for assim, por favor, que eu volte a sonhar!
Onde você está?
Tuas palavras deram novas asas ao meu coração.
E ele, sincero, acreditou sem medo de uma nova ilusão,
Não quero mais das tuas mãos soltar
Não quero mais deixar de te amar
Onde você está?
Seja onde for, não quero que se vá
Seja onde for, não deixe de voltar
Uma noite, ganhei o melhor presente da minha vida
Outra noite... Sofri com uma inesperada partida
Onde você está?
Deixa os meus sonhos irem te buscar?
Deixa o meu amor de você cuidar?
Quero te entregar o melhor da minha imaginação
Já que já tomaste por inteiro o meu coração
Onde você está?
A dor cruel da espera,
Mais uma noite que se encerra,
Na escuridão... Meus olhos fitam a procura de alguém
E o silêncio da madrugada não me trás ninguém...

Onde você está?

Kelly Christine

9 de set. de 2011

Temporal...

Foi apenas um sonho bom. Não. Não foi apenas um sonho. Foi o melhor da minha vida, e agora divido ele com vocês...
Aquele lugar parecia ter uma mágica natural. Os campos vastos tingidos de verde, o vento que brincava com o meu cabelo, o céu tão estrelado quanto pequenos pontos de luz, tão perto que sentia que podia tocá-los. Aquilo parecia algo que eu desejava tanto ter acontecido comigo antes, e agora estava ali, diante dos meus olhos.
Estávamos juntos na varanda da grande casa de paredes amarelinhas como a cor do sol. Os cachorros brincavam naquela noite tão linda pelo gramado que se estendia pela frente da casa como um enorme tapete. Abraçado atrás de mim, ele respirava como mergulhado no mesmo sentimento que eu: a sensação de estar vivendo tudo o que sempre desejou. Eu sentia o seu peito arfando, absorvendo o cheiro da noite. Mágico. Apenas.
Cutucou a minha cintura o que me fez reagir involuntariamente com um tapinha na mão e me fazendo soltar uma gargalhada. Olhou para mim, com aquele olhar de moleque que está aprontando algo e disparou a correr, me desafiando a alcançá-lo. Não iria deixar barato mesmo. Pus-me a correr atrás e lhe devolver o cutucão que ganhei... Não é que ele corria rápido mesmo? Não adiantou... Eu alcancei e lhe devolvi. Claro, não podia ser boba, sabia que iria ter volta... Então corri o mais rápido que os meus pés podiam me levar.
Olhava para trás e via ele perdendo o fôlego mas quase me alcançando. Quando o conseguiu me derrubou na grama confortável, e ficou com o corpo suspenso em cima de mim. Me encarando. Confesso que foi o olhar mas brilhante que qualquer estrela que já fitei na minha vida. O mais fantástico foi me ver refletida nele. Um sorriso lindo se abriu diante de mim e eu retribui, com um toque suave no rosto dele. Ficamos assim alguns minutos, nem percebemos que o céu lá em cima, testemunha de nossos passos, se fechava num cinza escuro e deixava os deuses mal humorados. Ainda estava deitada na grama quando sentir escorrer pela minha face, os primeiros pingos da chuva gelada que estava por vir. E ela chegou, quase torrencialmente, de repente, do nada. Partimos em fuga para a casa amarela de portões dourados. E rimos, muito...
Depois de nos abrigarmos e prontamente nos enxugarmos ambos achando graça de toda situação, a chuva aumentava consideravelmente de volume. O grande temporal invadia tudo agora, fazendo a copa das árvores baixarem, os animais ficarem quietos, e os pingos grossos baterem com força, na grande vidraça que ficava a frente da sala espaçosa.
Parei diante dela. Olhava tudo admirada lá fora. Passava os dedos no caminho que os pingos deixavam assim que batiam no vidro e escorriam para o chão.  O grande edredon que agora me aquecia, ganhou um companheiro: ele acompanhou com o olhar o meu caminho, atravessando pela grande sala e se posicionando atrás de mim, me abraçando, seguindo a mesma linha de visão que eu: a chuva que batia na janela.
Parei um minuto apenas, voltei minha cabeça para cima e encontrei o seu olhar. Aquele sorriso cativante, aquele olhar brilhante, apaixonado, que eu tinha visto a minutos atrás no gramado, era o mesmo que eu tinha dentro de casa. Eu o abracei com força, apertado, com medo de deixar ele fugir, com medo de desaparecer. Ele segurou o meu queixo, me olhou no fundo dos olhos e eu percebi que palavras seriam desnecessárias pra explicar aquele momento único que eu estava vivenciando. Por um segundo agradeci aos céus o presente maravilhoso que estava parado diante de mim. Ele se aproximou e me beijou, com firmeza, segurança e ao mesmo tempo tão delicadamente. Parecia uma cena dos diversos filmes de romance que eu já tinha assistido, mas era real, e eu estava dentro dela! Entrelacei os meus dedos nos cabelos dele atrás da nuca. De olhos fechados eu me permiti sonhar. Sonhar dentro do meu sonho...

Acordei como barulho do meu filho correndo pela casa. A minha alma tinha viajado e feito o que o meu corpo queria estar vivendo naquele momento. Faria qualquer coisa para tornar esse sonho real. Uma melancolia me invadiu. Sentada a beira da cama, duas lágrimas me dão ‘bom dia’. Bem vinda à realidade.

Kelly Christine

3 de set. de 2011

Eu não nasci pra voar...

Definitivamente... É isso...
Não nasci para felicidade, ela não foi feita pra mim
Eu corro atrás dos meus sonhos
Sacrifico minhas vontades
E no final de tudo... Nada.
Por quê? Olha pra mim? Por que eu não mereço também?
Por que todas as vezes que tento exprimir um sorriso existe algo pra me fazer chorar?
Por que todas as vezes que eu tento viver a vida apenas existe alguém tentando me derrubar?
Eu não nasci para felicidade, pois foi algo que eu sempre desejei pra mim
Eu não nasci para o começo, todo o universo conspira para o meu fim
Eu entreguei o coração ali, tímido, ferido, cheio de esperanças
Cansado de procurar um motivo em tantas andanças
Amargurado de ter sido tantas vezes partido
Desejando apenas que entre as tempestades ele tenha sumido
Eu olhava para os dedos no teclado, me culpando
As lágrimas pela face rolando,
Idiota! Acha que as pessoas mudam porque nós queremos?
Acha que o mundo faz algo pra ganhar ao invés de perdemos?
O sorriso morria cada vez mais dentro do peito
O choro de sempre, declara que nada mais pode ser feito
A mentira que eu mesmo criei
O coração que eu mesmo apunhalei
Os sonhos que se destruíram em minhas mãos
As lagrimas, únicas testemunhas da minha derrota, se espalham pelo chão
O sol se põe, um dia longo está para terminar
O sonho de uma da vida toda que continua a esperar
Felicidade... Foge de mim como um pensamento
Me quebrado ainda mais por dentro.
Tristeza... As lágrimas que já fazem parte da minha rotina
O semblante sério, tatuado que denuncia
Pobre anjo feio... achava mesmo que podias voar?
Não pode, não tens o direito de sonhar
Com as asas caídas ao chão
Cabisbaixa, apenas escuto a razão
Olhe para si mesma, tudo o que tens a oferecer
É justamente o que ninguém quer de você...

Kelly Christine

1 de set. de 2011

Ilusão?

Estou aqui, me olhando mais uma vez,
Com o coração entre as mãos
Embalado na canção
Com medo de me ferir, da dor que me desfez.
A mesma pessoa que hoje me sorri
Me destruiu um dia
Foi a que não teve piedade quando morri
E da escuridão que me perdia
Hoje parece tão mudado
O cara doce e amigo, tudo o que sempre sonhei
Mas o coração continua calado
Pois sabe do sofrimento que vivi, pelos erros que paguei
Eu mudei a minha visão
Mudei tudo em mim, pois o amor molda as pessoas
O tempo passou, tão senhor da razão
O amor ferido que agora perdoa
Um olhar esperançoso e ao mesmo triste
Sentimentos que não conseguem mais confiar
Mudança permanente ou temporária? Isso existe?
Me protejo antes de me machucar
A poesia curta apenas retrata
O preço caro que pagou o coração
Por acreditar no sonho que agora maltrata
Será mais uma ilusão?

Kelly Christine