9 de mai. de 2012

A vida do lápis...


Tudo começou com uma pergunta durante o jantar. Ele está naquela fase dos “porquês”, então eu preciso ter paciência de explicar certas coisas. Paciência é algo muito raro em mim ultimamente, mas aquela pergunta, não era mais uma pergunta qualquer.
- Mamãe, por que tem gente que morre?
Sim, era uma pergunta que nem eu mesmo podia responder com total segurança. Como explicar para meu filho que certas pessoas boas se vão e gente ruim acaba ficando e atormentando ainda? Não precisava ser dura. Não precisava ser complexa, afinal, ele só tem 06 anos. Era preciso arrumar um exemplo que fosse de fácil compreensão pra ele e que não o traumatizasse no futuro, já que não sei se farei parte dele.
- Filho, quando você está na escola, e a ponta do seu lápis se quebra, o que você faz?
Ele me olhou com curiosidade e sorriu. Respondeu sem pensar:
- Eu abro meu estojo, tiro o apontador e aponto!
- Então, quando você vai apontando o lápis, o que vai acontecendo com ele?
- Ah, mamãe, ele vai ficando menor!
- Então, pense nas pessoas como lápis. Eles nascem de uma grande árvore, cheios de energia, prontos para escrever e desenhar. A medida que o tempo vai passando, vão surgindo as dificuldades, os problemas, e a nossa ponta quebra. Então, vem o grande apontador, para nos dar uma nova chance de continuar, porém, a um preço: ele vai diminuindo nosso tempo de existência. Continuamos a nossa tarefa, até o dia que o apontador não conseguir nos apontar, e ficamos pequeninos. Então, quando você não consegue mais apontar e nem segurar o lápis por ele estar pequeno demais, o que você faz?
Ele parecia estar entendendo. Balançou as pernas embaixo da mesa, mastigou a comida com pressa para falar:
- Eu troco de lápis!
- É assim a vida. O mundo é um grande caderno e a gente vai escrevendo e desenhando conforme nossa grande Mão vai comandando. O tempo vai passando, a vida se extinguindo, e o mundo começa a exigir outro lápis. Por isso, aproveite bem a sua vida, escreva e desenhe tudo o que tiver vontade, pois certas coisas só têm uma única chance de fazer.
Ele me olhava e eu percebi que entendeu. Nem eu sei da onde tirei uma comparação tão simples de viver a vida. Mas agora, pensando por esse lado, percebo que há sentido nisso. Existem tantos lápis no mundo, alguns com madeira nobre, outros ordinários, uns em caixas de veludo e outros em caixas de papelão. Uns se espalham pela mesa e quebram as pontas a todo o momento. Outros simplesmente escrevem, sem falhar, até serem substituídos por outros.
Penso em mim, como um lápis agora. Não sei bem de que tipo de madeira sou feita, mas vi minha ponta quebrar várias vezes. Será que já escrevi e desenhei tudo que queria na vida?
Acho que não. Melhor começar agora, antes que as folhas do meu caderno acabem.

Kelly Christine

3 de mai. de 2012

Triste Realidade...


O que move a continuar a insistir? Eu não sei.
Coração sempre tão calado,
Assiste imóvel ser maltratado,
Sem ao menos questionar.
O que me inibe ao não desistir? Eu não sei.
Lágrimas que se escondem de mim,
Me lembram da dor sem fim
De amar alguém que não te quer.
Eu escrevo para não enlouquecer.
Não sufocar de dor,
Que não me deixa esquecer.
Que o meu maior amor,
Eu dediquei a você.
Que nem ao menos pestanejou,
Em não querer.
Onde está meu sorriso?
Cadê a alegria que se escondeu de mim?
Onde estão os meus sonhos?
Porque tudo tem que terminar sempre assim?
Perguntas que ficarão sem resposta.
Com o meu coração fiz uma aposta:
Pare de amar quem não te ama,
Pare de o impossível desejar,
Quem sabe assim, pelo menos você ganha
Uma nova chance de continuar
Em busca de uma nova esperança
Que não deixará você definhar
Procurando um amor,
Que não quer te encontrar...

Kelly Christine

26 de abr. de 2012

Minhas Músicas Preciosas [Bonus Track]


A música que descreve o vazio... há tantas palavras que poderiam ser ditas, mas estas, esperam pelo fim.
Não há muito o que dizer sobre esta música. A letra dela em si, diz tudo.
Às vezes, não há alternativas. Não há escolhas. O adeus é o único caminho que pode ser seguido.
Músicas preciosas – bonus track.  Ela é antiga, mas a minha história de decepções com o amor é bem mais.


Só quem ama de verdade, é capaz de deixar partir... Por mais que isso signifique adeus.

24 de abr. de 2012

Ei, Mundo...


Eu queria mais do que o destino me prometia.
Queria parar de brincar de ser feliz,
Queria ser feliz de verdade.
Tantos pedidos silenciosos,
Tantas promessas não cumpridas
Tanto amor em vão.
Um dia, toda luta cansa.
Um dia até a esperança desiste de você.
Então, o sol surge com o nascer de um novo dia,
A vida não acabou, mas há bem menos motivos para continuar a vivê-la.
O que resta no rosto, são os vestígios das centenas de lágrimas ao vento
Perdidas no tempo, que não volta mais.
O sorriso, este estampa as fotos de um passado longínquo,
Como um sonho, bom, mas irreal.
O olhar vazio, comtempla a própria ruína.
Segue o caminho tão cheio de pedras, tão sem opções.
Se voltar para trás? O que mudaria?
O arrependimento machuca mais, por ser apenas, verdadeiro.
Verdade. Necessária, mas tão ruim de enfrentar.
Os amigos superficiais, se livraram de você.
Os profundos, se preservaram longe de você.
Ei mundo, para aqui que eu quero descer.
Não pedi para lutar, não pedi para nascer.
Se tudo isso é obra do destino, coincidência ou acaso,
Onde está o motivo que faz valer à pena viver?

Kelly Christine

23 de abr. de 2012

O Sonho Que Sonhei Só...

Eu só queria me sentir importante.
Só queria me sentir querida.
Só queria viver aquele amor que a gente sonha
Em ter por toda vida.
Eu passei por tantos precipícios
Me vi cambalear,
Tropeçando nas pedras, disfarçando as feridas
Na beira do abismo, dançar...
Os sonhos que chegaram ao fim
Só me deram a certeza
Que toda a esperança dentro de mim
Virou fraqueza.
Não há forças pra fingir um sorriso
Não há lágrimas pra chorar.
A solidão que me privou de um ombro amigo
Não há ninguém para me confortar.
E no silencio mais uma vez eu me prendo.
Olhando para o próprio peito e sentindo o vazio.
Procurando o calor dos braços da ilusão
Que me matou de frio.
Não há pedaços a juntar,
No coração partido.
Não há homem que irá mudar
O estado desse amor ferido.
A pouca razão que ainda me resta
Mostra que o caminho que o meu coração escolheu
Encontrou a tristeza, ao invés da festa
E pelo mundo se perdeu
Abriu os olhos da menina ingênua
Que pensava que o sonho era pra dois...
... até o destino me mostrar que era só meu.

Kelly Christine

15 de abr. de 2012

Fingindo Ser Forte.

Até as rochas tem limitações.
As águas passam, e criam rachaduras. Os pés caminham, desgastam, moldam. Os ventos transformam, mudam de lugar.
Até as rochas não são tão fortes assim.
Até o aço tem limitações.
O homem, com o domínio do fogo, transforma o que era então duro, indestrutível, impenetrável, em apenas uma massa molenga que se molda ao que quiser.
Então, até o aço não é tão forte assim.
Até a força tem limitações.
Eu resisti, sem chorar, sem falar, sem rebeldia, sem defesa, por muito tempo.
Procurei manter tudo o que eu tinha de bom em mim, à frente.
Ressaltei o que me segurava, o que me mantinha de pé.
Fechei os olhos e tentei não pensar no que me feria.
Sorria, até mesmo quando o que eu mais queria era gritar por ajuda, por não suportar mais a dor.
Me inspirava nos meus próprios exemplos, minhas lições de superação, meu motivo de fé.
Olhava minhas cicatrizes, anos de batalhas diárias, lembrando, uma por uma, que eu tinha vencido.
Teria mesmo vencido?
Às vezes, é preciso pedir ajuda. Triste é saber que, você olha ao redor, e nada vê, além dos cacos da própria existência, e as fotos velhas, de um passado que jamais se tornará presente outra vez.
Olhar pra frente e continuar caminhando é um ato de coragem. As pedras se moldarão aos meus pés, e o aço ganhará nova forma quando eu moldá-lo.
Eu sou capaz de modificar, com as minhas mãos, com os meus pés, o que até então era impossível. O que me impede de querer fazer o mesmo com a minha vida?
Motivos há. Alguns.
Nenhum que não seja passível de ser modificado.
Acho que o principal, a única frase que vem a minha mente agora é essa:
Eu cansei de fingir ser o tempo todo forte.
Até o exemplo perfeito de Jesus pensou um dia, por um segundo apenas, que foi abandonado. Ele, que eu acredito com todo o meu coração.
Então Ele me entenderá, que agora, nesse momento, eu não quero me ver cercada de palavras bonitas, atitudes exemplares, e o vigor da força de vontade.
Quero entender, o porquê de o mundo ter mudado, porque há menos razões para se viver nele.
O porquê das pessoas fazerem o que fazem.
E não cobrar mais do meu coração, o que ele é incapaz de dar a alguém.
Se a minha única alternativa agora é continuar andando e ser forte, me dê uns momentos que eu possa sentar durante o caminho e chorar. Se eu preciso seguir sozinha, me deixe pelo menos imaginar como seria dividir tudo isso com alguém. Me deixe chorar, até os meus olhos cansarem, a respiração falhar, o olhar ficar completamente vermelho.
E então eu me levantarei como quer, vida. E seguirei em frente. Fingindo continuar a ser forte.

Kelly Christine

10 de abr. de 2012

Quando a Imagem Fala por Si...[3]

Vi essa foto em várias redes sociais. É meio menina, meio ingênua. Espero não perder esse meu lado tão cedo, apesar de sentir ele petrificado nesses últimos tempos.