10 de abr. de 2013

Hoje o céu está mais escuro...


Hoje o céu está mais escuro.
Vejo a vida passando, e não estou a vivê-la.
Vejo minha pequena luz se apagando.
Não foi minha opção. Não foi minha escolha.
Por que aceita-la então?
Quando amamos verdadeiramente as pessoas, queremos sua felicidade a qualquer custo.
Mesmo que essa felicidade custe a própria.
Minha felicidade se perdeu. Foi deixada para trás.
Não era uma prioridade. Não era essencial.
O silêncio me consumindo, a vontade incontrolável de gritar.
O desejo reprimido do abraço. Os olhos que fitam e, impotentes, nada fazem além de contemplar.
O céu está mais escuro hoje.
Eu me segurei na minha fé, não tinha mais onde ou em quem me apoiar.
Não importa mais. Escolheste seus caminhos.
Seus sonhos ambiciosos, incluem o tudo.
E tudo é a única coisa que não posso te oferecer.
Então, como um atraso ou peso morto, precisava ser eliminada.
E fiquei para trás. Afinal, quando se caminha para frente, impreterivelmente algo fica para trás.
Adeus, foi o que meu coração disse.
O amor não era importante, não era prioridade, ficou ali no canto.
Abafando um choro que dificilmente pararia.
Mas a vida é mesmo assim.
Quando amamos verdadeiramente as pessoas, queremos sua felicidade a qualquer custo.
Mesmo que essa felicidade custe a própria.
Minha felicidade se perdeu. Foi deixada para trás.
Hoje o céu está mais escuro.
As lágrimas que turvam a visão, e o coração que se afoga no silêncio que omite o que se quer.
Seja feliz. Acredite no seu sucesso. Acredite no seu ‘tudo’.
Não olhe para trás. Sei que não olhará, realmente não olhe.
Você caminha para frente. O passado foi aprendizado, e deixou de ser importante, quando deixou de ser presente.
Eu sou parte do passado.
Hoje o céu está mais escuro.
Meu tempo acabou.

Kelly Christine


5 de abr. de 2013

Ser único...


Acho que sou única. Só pode.
Não consigo pensar só em mim.
Não consigo passar um dia sequer sem perguntar: “tá tudo bem?” mesmo sabendo que independente da resposta, eu vou querer ajudar, acarinhar, proteger.
Nem sempre perguntam o mesmo pra mim. E quando perguntam, posso dizer que estou bem, com lágrimas nos olhos, e ninguém irá querer saber o real motivo delas.
Perguntam pela força do hábito. Ou pelo código dos bons modos e da educação.
Ninguém se importa verdadeiramente.
Eu vivo em um mundo de pessoas individualistas que não medem esforços para alcançarem seus objetivos, mesmo que isso custe a felicidade e a paz de outras pessoas.
Escrúpulos são coisas completamente obsoletas.  O importante é não alterar a rotina pragmática que levará o indivíduo ao sucesso.
Não interessa quantas pessoas serão necessárias deixar para trás. Não importa quantos sonhos serão desfeitos e quantas lágrimas serão derramadas.
O importante é subir. Rumo ao sucesso, reconhecimento. Rumo ao preenchimento total de sua carteira.
Vejo o mundo movido ao dinheiro que preciso, mas detesto.
Vejo as pessoas que eu precisava ao meu lado, movidas pelo dinheiro.
Egoístas, individualistas, egocêntricas, inescrupulosas. Mesmo que ainda tenham alguma sobra de caráter ou dignidade, estes serão destruídos pela sociedade que obriga o indivíduo a se encaixar na maioria.
Ser diferente lhes é dado como uma escolha. E essa escolha na maioria das vezes, exige um preço tão alto, que poucas pessoas se aventuram a continuar insistindo nela.
Exige o preço da coragem. Da decisão de que por mais difíceis que sejam as circunstâncias, você possui uma identidade, e quer mantê-la, não fazer parte do padrão social estabelecido.
E quem mesmo assim, ainda insiste em manter a liberdade de ser diferente, lida com o preconceito. Sim, os olhos que condenam quem não quer fazer parte da massa apenas.
Ser única, sonhadora, emotiva, sensível, tem me levado à ruína todas as vezes que insisto em não ser mais uma. E tem me separado das pessoas que querem fazer parte da massa.
Mantenho minha identidade. Mas fiquei presa à solidão. Afinal, quem quer ser considerado um “excluído”? Ninguém nasceu para ser sozinho, pelo menos eu sempre pensei assim.
Ontem, eu tive certeza que mesmo não nascendo para estar só, é assim que vou ter que continuar até o fim. Não por uma escolha apenas, mas pela consequência de ser diferente.
Ser diferente. Amar mais, confiar mais, se doar mais.
Não receber nada.
Um suspiro leva um pouco de ar aos pulmões agora. Nada mudou.
Não quero mais me sentir sozinha. Quero amar, ter amigos e ser feliz. Mas não quero fazer parte de uma maioria egoísta.
Enquanto o meu destino me condena ao que eu já sabia, suspiro novamente.
Sinto como se fosse um feirante que estende o coração para qualquer pessoa que passa e o tem rejeitado por ser diferente. A rejeição, pela diferença, sem ao menos ter experimentado.
Aos poucos sinto ele morrendo. O que só eu cuido, e já foi tantas vezes exposto , quebrado, devolvido. Acho que ele mesmo desistiu de mim.
Vou esperar. Sou flexível a mudar várias coisas em mim, mas a minha personalidade não é uma delas.
Queria que as pessoas me amassem pelo que sou. Não pelo que elas querem que eu seja.
É... agora eu tive certeza que a solidão é o único destino que a vida me reserva.
Sinto uma lágrima cair. Resignada.
Suspiro.

Kelly Christine.

3 de abr. de 2013

Dor & Silêncio.


Qual valor de um sonho?
Quanto tempo precisa para se esquecer do amor?
Tantas coisas a pensar. Tanta dor a suportar.
O silêncio é um companheiro nem sempre desejável. Às vezes ele se torna a única opção para quem não tem mais nada ou ninguém para fazer companhia ou ouvir seus problemas.
Um olhar.
O olhar que dura apenas uma fração de segundo e pode destruir as esperanças de uma vida inteira.
Parece que as coisas não mudam.
Mas seria só pra mim?
Eu ficarei com a certeza de que as coisas não mudarão. Nunca mais.
Tive a vida destruída, o coração despedaçado.
Nada disso tem importância mais.
O passado não pode ser alterado.
O futuro não depende só da minha vontade.
E o presente é dor e silêncio.
Eu sei que ainda há amor em meu coração partido.
Eu sei que ainda há sonhos em mim.
Mas depois de tantos anos de resistência e luta, sem nenhum resultado além de lições amargas, eles simplesmente sumiram.
Não sei se morreram. Não sei se partiram.
Só sei que agora estou aqui mais uma vez sozinha.
Com dor e em silêncio.

Kelly Christine


26 de mar. de 2013

Não insista.


O maior defeito das pessoas é dar valor ao que se vai.
A gente corre atrás,
Faz de tudo para as coisas voltarem a ser como eram antes.
Elas nunca voltarão a ser como eram antes.
Aliás, elas nunca voltarão.
Aceite esse fato.
Admita a si mesmo: você perdeu.
A culpa é única e exclusivamente sua por ter perdido.
Tenho me sentido assim.
Eu erro, sem dúvidas. Errarei por muitas vezes ainda.
Não o mesmo erro.
Errar a primeira vez pode ser uma fatalidade. A segunda já é uma escolha.
Eu terei que aceitar o fato que não posso acertar sempre. Talvez nunca.
Como tem sido difícil lidar com a dor.
Lidar com o vazio, com a solidão de dias que parecem anos dentro de 24 horas.
Nunca mais terei as palavras de carinho que eu tinha antes.
Aceite!
Nunca mais é muito forte, mas é real.
Não adianta chorar sozinha no escuro agora.
Sentir o peito arfar, soluçar até dar sono.
Nada disso vai trazer o que você tinha antes.

Sonhos são realmente incríveis.
Mas não duram o quanto queremos e não se vão com a nossa vontade.
Acabam quando menos se espera.
E se vão.
Sim, eles não voltam.
Aceite.

Kelly Christine

17 de mar. de 2013

Minhas Músicas Preciosas...[22]


Uma música.
Uma vez mais me diz o que eu queria tanto,
O que o coração deseja tanto,
O que a alma grita! Presa ao silêncio de minhas palavras...
Como diz meu amigo Igor... é a música falando uma vez mais por mim.
E quantas vezes ela fala? Acho que todas. De todas as situações da minha vida.
Está aí. Com vocês, minhas músicas preciosas deste mês. Mais uma vez falando por mim...




I want you here... with me.

Eu fiquei com o silêncio...


E eu fiquei com o silêncio.
Fui deixada para trás,
Pedaços de mim espalhados pelo chão,
Sem ter um motivo, nenhuma razão,
A dor da mágoa uma vez mais.
E eu fiquei com o silêncio.
A cabeça baixa, os passos tristes,
Vagando pelas ruas, solidão,
Tentando confortar o inconfortável coração,
Explicam que todo o sonho não existe.
E eu fiquei com o silêncio,
Era tão difícil me amar,
Cuidar de mim,
Me animar,
Ficar ao meu lado,
Iria no fim atrapalhar,
Os planos de quem deseja continuar,
Sem a preocupação
De quem pra trás irá ficar.
E eu fiquei com o silêncio,
Eu não tinha a força,
Eu não tinha o apoio,
Junto a mim, a respiração,
Não perdoa, não há mais perdão,
Dentro de mim, memórias,
Dias de luta sem nenhuma glória,
Não há mais nenhum consolo.
Cada vida ficou com o seu caminhar,
Cada par de pés escolheu uma direção,
Um foi em busca de um sorriso,
Outro foi em busca de sustentação,
E eu?
Só diminuindo...  Sem apreço
Não busco o fim, não há recomeço,
E eu... Eu fiquei com o silêncio...

Kelly Christine

14 de mar. de 2013

Derrota.


Eu olho dentro de mim mais uma vez.
A mesma sensação do vazio voltou.
A sensação de estar atrapalhando, de ser um anexo que precisa sair.
A sensação de não servir mais.
Eu estou aqui, mais uma vez.
As lágrimas, de par em par, descem pelo rosto sem esperanças.
Eu sonhei tanta coisa. Não adiantou nada.
Eu lutei para que as coisas dessem certo.
Fiz meu papel, corri atrás, lutei, briguei.
Por fim, fui derrotada.
Por quem? Pela coisa mais difícil de lutar: a realidade.
Ela usa tudo contra você.
Até mesmo quem você achava que estaria lá pra te apoiar.
Eu perdi.
Foram como dizia a música: dias de luta.
Não me sobrou nem a glória.
Desejo de todo o meu coração que sejas sucedido no que escolheu como caminho a trilhar.
Eu? Fico aqui. Existe o limite até onde posso ir.
E desses planos, eu não faço parte.
Tarde demais para começar de novo.
Só eu não tinha percebido, que pra mim, não haveria uma segunda chance.
Eu? Com todas as minhas limitações, problemas e derrotas pessoais.
Sério que eu pensei que poderia ser diferente?
Eu fui tão tola.
Mas a vida é assim. Tenho que agradecer por ter aprendido, pela enésima vez,
Não é que a grama do vizinho é mais verde,
Ou a felicidade que é mais generosa com as outras pessoas.
Eu simplesmente, não sirvo pra ninguém.
E as escolhas e consequências delas me condenaram a vida que tenho.
O destino pode ser modificado. Desde que seja primeiramente aceito.
Eu relutei muito em aceitar, e queria mudar logo de cara.
Não dá. Nunca deu.
Abaixei minha cabeça,
Fechei os olhos.
Deixa essa amargura escorrer em silencio pelas lágrimas que ensopam os dedos agora.
Engula sozinha essa dor. Se consuma por dentro.
Pois a única ajuda que receberá é justamente da única pessoa que tens agora: eu mesma.

Kelly Christine

"... E o espelho se quebrou de lado a lado.
A maldição se abateu sobre mim."

Agatha Christie