10 de mar. de 2011

De braços bem abertos...


A verdade é que eu não me sinto amada, é isso. A verdade é que eu queria de volta minha vida de uns anos atrás, pois tudo que conheço hoje é dor, sofrimento e problemas. Eu tentei, tentei por muitas vezes, resetar o que eu errei, sem sucesso algum é obvio, mas eu queria do fundo do meu coração que desse certo. Quando eu ouvi a voz do meu coração falando pra mim: “fique quieta!” Eu sabia que nunca mais teria coragem de falar mais alguma coisa. Siga minhas palavras e veja o quanto estou infeliz:

Ouvia nos versos de uma canção
As lágrimas caindo em mim
Tentando conter a emoção
Do amor que estava no fim
Lutando com forças em vão
Fiz da minha vida enfim
Partiu de lado a lado o coração
O rosto corado carmim
Tanta dor que não consigo conter
Amargo é gosto que na boca sinto
Vejo a noite sem esperança do amanhecer
Fecho os olhos, para eu mesma minto
Como evitar da criança crescer?
Como tirar do sal, o sabor?
Como não deixar o amor do meu peito nascer?
Como evitar essa dor?
Pedi em desespero uma súplica do passado
Querendo ver as flores de novo no meu jardim
Queria ver as mãos entrelaçadas, coração lado a lado
Queria completar a outra metade de mim
Só não sabia que nas minhas mãos, o coração quebrado
Murchava a flor de jasmim
O choro desesperado
De quem já conhece o fim
Eu vi nos seus olhos aquilo que nunca quis
O olhar frio de quem tem ao seu lado a razão
Pra quê a alegria? Não é interessante nem lucrativo ser feliz
Todos os meus sonhos em vão
Abri meus braços, bem abertos
Deixei voar o amor meu
Lutei até a última lágrima, sacrifiquei meu sono desperto
E você me disse adeus...

Kelly Christine


9 de mar. de 2011

Minha história com o amor...(2)


Todas as histórias de amor são iguais. Será mesmo? Eu vivi grandes paixões, amores devastadores, promessas que nunca chegaram a se concretizar de fato. Chorei demasiadamente, amei cada centímetro que pude. Tudo intenso, às vezes impensado, mas... Completamente diferente um do outro. Entreguei meu coração várias vezes, para várias pessoas diferentes. Quebrei alguns, tive o meu quebrado todas às vezes. Porque insistimos em comparar uma pessoa à outra? São tão diferentes como os dedos de nossas mãos, têm atitudes diferentes, pensamentos diferentes, SENTIMENTOS DIFERENTES. As histórias podem ser semelhantes. Os personagens nunca. Viver é a melhor aventura que alguém pode querer experimentar.
Chorei por muitas vezes, desesperada, infeliz, com medo de perder o amor. Mal sabia eu, que era o amor que me perdia. Outros vieram em seqüência, todos com dor, sofrimento, tristeza. E eu dei continuidade à vida, que seguia em frente, mas que insistia por muitas e muitas vezes em olhar para trás. Junto às palavras desconexas nesse meu texto frustrado, tentando achar inspiração para um amor que se foi. Às vezes o melhor é olhar para trás com saudades do que com arrependimentos.

Eu olho para trás, com um pouco dos dois.

Kelly Christine

7 de mar. de 2011

Todo Carnaval tem seu FIM...

Você acorda depois de uma noite cansativa, um dia chato, tarde finalmente, pois faz tanto tempo que não dorme até tarde, que em uma segunda feira de Carnaval, você se dá ao luxo, se permite acordar tarde. Aconteceu. E eu acordei tarde. Agora às 11h. Fiquei vendo os desfiles pela TV, na casa de um amigo. Um programa de índio, eu sei, mas pelo menos era diferente da realidade do meu dia a dia que ando vivendo durante anos a fio.
Não fiz nada de mais. Não bebi, não fiz nenhuma coisa que ferisse minha conduta. Estava com pessoas de bem, meu filho dormia tranqüilo e seguro na casa dos avós paternos, então, eu me dei ao luxo...
Me dei ao luxo...
A noite não foi lá essas coisas. Meus amigos dormiram cedo e eu fiquei com outro amigo fazendo comentários engraçados sobre os desfiles, as fantasias. Tomamos sorvete, eu me demorei mais um pouco, acordei todo mundo, deixei as pessoas em casa, toquei meu rumo. Moro perto do local onde está acontecendo os desfiles, então quando saímos da casa do meu amigo ainda havia muita movimentação na rua naquela hora da madrugada.
Cheguei em casa, vesti o pijama e dormi como não dormia há tempos: tranqüila, sossegada, sem ter o compromisso de acordar cedo amanhã, de ter que me preocupar em fazer algo de manhã, enfim, aproveitar o feriado e não fazer nada, como todo mundo faz. Depois de uma noite bem dormida e um sono tranqüilo e sem interrupções, acordei escutando vozes na cozinha. Levantei sem barulho, e me pus atrás da porta fechada do meu quarto.
Escuto minha mãe falando de mim. O de sempre: não faço nada, não presto, ela arca com todas as despesas “alimentícias” do meu filho (que não estava em casa nesses últimos dois dias). Eu pensei: “caramba, nem bem acordei, e ela já ta falando mal de mim, pelas minhas costas.” Só não sabia que esse não era o pior:  Eu imaginava que esse discurso todo de sempre, estava sendo reclamado mais uma vez para o meu pai ausente e alheio a minha presença desse mundo. Apesar do meu horror por isso, eu estava enganada e me choquei ao ver sair pela porta da frente a vizinha mais fofoqueira e linguaruda que todo mundo possui uma perto da onde mora. Senti um calafrio. Eu já tenho tantos problemas, tantas angústias, tantas preocupações diárias. Moro num lar onde não me sinto em casa, onde seria o último refugio que procuraria se tivesse outra oportunidade, não precisava ficar me preocupando com a mulher que saía da minha casa agora e iria na porta de cada vizinho meu contar a cor do meu pijama com detalhes, mas toda minha vida infeliz de filha e de mãe. Eu quero entender, mas não entendo.
Mas um dia se passa. Uma segunda feira de carnaval. Nenhuma mudança, claro. Enquanto não sair daqui, minha vida continuará o “Universo de Hades”.

Kelly Christine

3 de mar. de 2011

Unlucky Days...

Fiz um pedido de comida por telefone às 11h da manhã. Sabia que por conta do mal tempo, qualquer motoboy por mais bem pago que fosse (isso eu nunca vi acontecer, sério), se atrasaria pelo menos em 01h. Tudo bem. Eu não queria sair do escritório, chovia demais, além do mais queria acertar algumas coisas do design do blog. Fiz o pedido on-line, a confirmação por telefone foi muito rápida, aguardei sem medo. Esperei, esperei. Depois de quase 01h50min. esperando eu recebi o que havia pedido: comida fria e refrigerante quente. 
#Unlucky Day 1.
Ainda aproveitando desse tempo maluco de em pleno verão eu estar de moleton agüentando as fortes chuvas, desci na minha lanchonete favorita, traumatizada por outro dia na mesma semana ter ficado quase duas horas com fome esperando o almoço, fui mais prática: pedi o meu sanduíche de sempre, saladinha de sempre, refrigerante pequeno, embalei tudo pra viagem e fui me esconder no escritório mais um dia. Refrigerante estava ótimo, mas quando dei a primeira mordida no pão, ele estava tão duro, mas tão duro, que se fizessem o sanduíche com duas torradas, com certeza estaria mais macio. Fui obrigada a comer só o recheio e abandonar o pão. Ainda pensei em descer e reclamar, porém a chuva aumentou ainda mais de volume, o que me desmotivou a sair. Fiquei com fome a tarde toda.
#Unlucky Day 2.
Nessas semanas o meu ônibus costumeiro estava saindo mais cedo. Justamente os 05 minutos que ele costumava sair depois, era o tempo de eu deixar meu filho na escola e correr (literalmente) para o ponto de parada. Incrível como 05 minutos fazem a diferença. Ainda estou aguardando o portão da escola dele abrir e vejo o ônibus partindo. Ontem eu vi que ele ainda esperava, deixei o menino na escola, e corri para pegá-lo. Não bastasse ele me ver correndo, ainda arrancou o carro mais rápido, me deixando numa situação constrangedora onde todos me olhavam com pena de mim. Fui obrigada a pegar a outra alternativa de ônibus, mais demorada, lotada e desconfortável.
#Unlucky Day 3.
Não bastasse eu ter que trocar agora a linha de ônibus que eu andava, e como comentei anteriormente, ser mais “lotada”, peguei esse mesmo ônibus hoje, e todos os lugares já estavam ocupados. Só restavam vazios, os acentos da frente, os ‘preferenciais’, que eu particularmente não gostava de utilizar, mas eu já estava cansada de enfrentar aquela maratona do dia-a-dia, queria cochilar um pouco. O trajeto da minha casa até o trabalho levava cerca de 01h20min. dava para dar um bom cochilo, descansar, antes de cansar de novo. Tinha acabado de subir no ônibus, acho que passaram apenas dois pontos depois da parada que eu tinha subido, sinto dois tapas no meu ombro. Eu já estava meio grogue, adormecida, quando abro os olhos e vejo uma senhora, pra lá de mal humorada, vociferando: “Dá pra você levantar que eu quero sentar?” Eu fiquei sem ação. Todas as pessoas no ônibus já lotado naquele ponto do trajeto me olhavam como se eu tivesse cometido um crime. Levantei, espumando de raiva, tive que fazer todo o trajeto (que por sinal demorou hoje, 01h30min.) em pé, agüentando o olhar sarcástico daquela velha maldita. Meu sono e cansaço, virou uma enxaqueca profunda e uma dor nas costas violenta de estar em pé por tanto tempo espremida por toda aquela gente durante tanto tempo. Não sei o que eu faço se eu encontro aquela velha infame de novo -.-
#Unlucky Day 4.
O que será que eu ando fazendo pra sorte para ela ter sumido dos meus dias assim tão facilmente?
Espero que ela volte logo. Viver dias sem esperança já é complicado, ficar sem sorte, é melhor só ver a vida passar e esperar para morrer. Ou acabar morrendo mesmo. Por pura falta de sorte.

Kelly Christine

2 de mar. de 2011

Lacta Delice - Filmes!


Seguindo a dica do meu estimado Thales do Lista10! Tambem fiz uma lista deliciosa da Lacta sobre filmes!!! . Faça você também a sua AQUI e compartilhe com os amigos! Confere a minha:

Meio romântico e sonhador né? Muito a minha cara! *-*

Kisses

Kelly Christine

Me dá um abraço?


“Me dá um abraço?” Tudo começou assim. Simples, apenas uma vontade de se sentir protegida, segura, sentir o calor humano no corpo. Era apenas um abraço. Não custava tempo, nem dinheiro, nem desmerecia ninguém, não tinha segundas intenções. Um simples, ingênuo, puro e singelo abraço. Mesmo assim, o que escutei? “Agora não dá!” Existe coisa mais fatal para o carinho do que isso?
Somos amigos há muito tempo, nos conhecemos profundamente. Tenho meus defeitos (é lógico) como ele tem os dele. Não somos perfeitos, temos dias ruins, noites ainda piores. Mas nunca, eu digo nunca, mesmo nos meus momentos de maior fúria, fui incapaz de abraçá-lo quando assim ele pediu. No entanto, depois de um dia agitado, eu querendo apenas um pouco de atenção, a única coisa que eu ganhei foi... Nada.
As pessoas vão sair da sua vida da mesma forma que entraram: de repente, inesperadamente, sem aviso. Você precisa aproveitar o máximo possível a presença delas com você, tirar lições para vida, fazer momentos memoráveis e lembranças inesquecíveis. Levamos somente isso quando nos formos desse mundo, então, nunca deixe de fazer algo que vá se arrepender depois de não ter feito. Eu já disse em vários textos meus, mas continuo a reforçar a idéia: é melhor a sensação de ter tentado e não conseguido do que a frustração de não ter sequer ao menos tentado. Tenho apenas uma decisão que me arrependo amargamente na vida, mas ela já foi suficiente para destruir toda minha caminhada de lá até então. Arrependimentos são as piores coisas que podemos carregar. Se livre dos seus antes que eles dominem a sua alma.
Eu estarei aqui quando você me pedir um abraço. E não me arrependerei de ter esperado por isso. Um dia você entenderá a importância desse pequeno gesto que representa tanto quanto um beijo e é tão profundo quanto o amor.
Eu sei esperar.

Kelly Christine

1 de mar. de 2011

Trabalho X Política X Mundo...


Acordei hoje com vontade de falar, mas sem inspiração alguma pra escrever. Ontem, uma noite atribulada, enchentes, uma chuva torrencial caía pelo lado de fora do ônibus, eu já estava presa naquele engarrafamento há cerca de 1h. Meditava, escutava música, e ficava agoniada dentro daquele ônibus apertado, cheio de pessoas, todas respirando ao mesmo tempo não deixando os vidros visíveis pelo lado de dentro do coletivo. Cochilei, acordei, cochilei de novo. Vida difícil de suburbana trabalhadora, moradora de periferia. Vamos adiante...
Cheguei em casa esbaforida e faminta, louca para tomar uma ducha. Me pergunto se todos os trabalhadores desse país são assim. Oprimidos. Um dia de trabalho puxado, a ida e a volta tão cansativa quanto o dia todo, o salário tão ínfimo, as necessidades tão grandes. Estava vendo uma reportagem no jornal, dizendo que o governo fez um ‘corte’ no orçamento de cerca de 40%. Esse corte será utilizado para cobrir despesas internas de gabinete (leia-se aumento dos próprios salários, nepotismo, compras de lixeiras sensorizadas em alumínio  e viagens as nossas custas -.-). Por que as pessoas mais carentes, desfavorecidas, trabalhadores honestos são as que menos recebem o que tem por direito receber? Vejo tanta impunidade e injustiça. Lá fora acompanhamos pelos noticiários, vários ditadores sendo derrubados, o povo que vai às ruas exigir sua liberdade de expressão, seus direitos. Aqui, as pessoas protestam... Pelo twitter? (o_O) O que está acontecendo com o Brasil? Onde está aquele país que pintava a cara e ia às ruas derrubar um presidente que queria ser esperto às custas de dinheiro público? Fecharemos os olhos até quando? Quando o mandato de senador passar de 08 para 16 anos? Até outro cidadão "fechar negócios" colocando dólares na cueca? Até tudo acabar na ‘dancinha da pizza’? Ou até mais um governante maior, bloquear todas as poupanças nacionais para pagamento da “dívida externa”?
Continuo meu raciocínio. É hora de pensar no que fazer de CONCRETO, ao invés de apenas utilizar a internet para rechear as redes sociais com fotos e argumentos inúteis e assassinar a língua portuguesa para protestar. Nos anos 60 nem imaginávamos que existiria blogs e twitter. Saíamos às ruas e éramos presos e torturados pela ditadura por não aceitar a opressão, a censura de nossos pensamentos, nossas idéias. Será que vamos ter que esperar uma nova ditadura chegar, uma nova censura se estabelecer para tomarmos as rédeas das nossas vidas e MUDARMOS PRA VALER? Quero um mundo melhor para mim, para o meu filho e para quem vir depois dele. Mas não basta querer. Tem que fazer a coisa certa: tentar.
Tente.
Melhor falhar na tentativa do que se oprimir no medo do fracasso.
Mude o mundo. Antes que ele mude você.

Kelly Christine


"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros." - CHE GUEVARA